As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 21/08/2021

Segundo o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Nesse sentido, o acolhimento de refugiados e sua inserção na sociedade deve ser uma prioridade. Entretanto, esse ato não se configurou ainda como inclusivo, visto que muitos refugiados estão marginalizados em virtude da falta de políticas governamentais que busquem inseri-los. Assim, notam-se desafios ligados à inserção dos refugiados no Brasil, seja pela intolerância religiosa, seja pela xenofobia da população. Portanto, haja vista a Constituição de 1988 assegura a liberdade e igualdade, os refugiados das mais variadas etnias e crenças devem ser acolhidos em nossa sociedade.

Primeiramente, o combate à intolerância religiosa no Brasil é fundamental para os refugiados serem inseridos em nossa sociedade. Em uma das cenas do seriado Supergirl, o herói J’onn J’onzz foge de Marte, seu planeta natal, após uma guerra assolar toda sua sociedade civil. Ao chegar ao planeta Terra, o mesmo é tratado como um animal, em virtude das suas origens. Similarmente, no Brasil os refugiados são vistos como figuras animalescas, normalmente por causa da sua religião. Dessa forma, combater as causas da problemática é essencial para avançarmos como sociedade.

Ademais, a aversão ao que nos é estranho é uma das causas para a marginalização dos refugiados que chegam ao Brasil. Historicamente, uma das demonstrações xenofóbicas de maior impacto social no decorrer da história foi o Nazismo, ideologia totalitária de direita durante a Segunda Guerra Mundial. A ascensão xenófoba da ideologia se dava pela aversão e ódio aos imigrantes, como os judeus. Na contemporaneidade, tal contexto se assemelha com o repúdio aos imigrantes que chegam ao Brasil em virtude de guerras e crises econômicas em seu país de origem.

Diante desse cenário, fica evidente que a inserção de refugiados é um desafio que deve ser enfrentado a fim de encontrar as melhores soluções para a inserção dos mesmo. Portanto, urge ao Governo Federal junto ao Ministério da Educação, promover aulas na área de Ciências Humanas, trazendo refugiados para contarem suas histórias, a fim de normalizar e erradicar o preconceito com o estrangeiro. Somente assim, os refugiados serão tratados da maneira como prevê a Constituição de 1988.