As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 21/08/2021
Em 1951, foi definido pela ONU o conceito de refugiado, como sendo o indivíduo que se encontra em situação de insegurança de vida no seu país de origem e, portanto, precisa de asílo em outro Estado. Desde a fundação da ACNUR (Alto Comissáriado das Nações Unidas para Refugiados), responsável por intermediar a situação preocupantes dos expatriados, essa tem colidido com inumeros problemas, como a xenofobia e suas consequências sociais. Nessa persperctiva, faz-se necessário analisar como essa conjuntura de fatores propiciam a persitência dos impasses nos dias atuais.
Em prímeira análise, cabe ressaltar que devido à perpetuação do pensamento eurocentrista até os dias de hoje, desenvolvido com base no “Darwinismo social”, durante os períodos de corrida colonialista europeia sobre outras nações, classificando-os, dessa forma, como a sociedade superior contribuiu para seus governos e, consequentemente, sua população propaga uma cultura de aversão ao estrangeiro. No entanto, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, toda pessoa vitíma de perseguição ao direito de refugiar-se em outro país, cabendo a esse fornecer os subsídios para sua inserção na nova sociedade.
Contudo, o que se observa atualmente na política para com os fugitivos é um sistema desumano, que marginaliza e segrega o indivíduo. Diante de tal situação, a escritora britânica Kate Evans buscou em seu livro “Refugiados: A última Fronteira”, retratar um campo de refugiados em Calais, cidade francesa, que se tornou uma favela de contêiners e barracas rodeados de lixos e ratos e, em que a comunidade apresentava-se privada de qualquer saneamento básico ou de segurança, além da predominância do desemprego e da evasão educacional entre seus integrantes.
Depreende-se, portanto, que para que haja a minimização das dificuldades existentes para recepcionar os expatriados é necessário que a ACNUR em conjunto com os Estados deficientes de PEA, estabeleça um sistema jurídico e social para apoio mútuo, consistindo na adoação de cursos que facilem a inserção do refugiado na nova comunidade, como cursos linguísticos e profissionalizantes em áreas que apresentam um déficit de mão de obra qualificada, um fim de possibilitar a reinserção da pessoa no sistema globalizado. Espera-se, com isso, beneficiários ambos, refugiado e Estado, por meio de uma política humanizada.