As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 24/08/2021
Segundo a Anistia Internacional, a crise de migrantes se estende na fronteira entre a Grécia e a Turquia, devido à proibição da entrada de pessoas no território grego por meio da violência e da violação dos direitos humanos. Nesse sentido, é um fato dizer que os refugiados têm dificuldades para serem aceitos em um país, seja pela intolerância da população ou do próprio governo nacional. Esses obstáculos são causados principalmente pela xenofobia, bem como pelas condições precárias de sobrevivência.
Primeiramente, muitos refugiados podem sofrer xenofobia quando chegam em um país. Isso porque os nativos discordam da ascensão desses indivíduos na sociedade em que vivem, por pensarem que eles irão “roubar” seus empregos, por exemplo. Com isso, os ataques preconceituosos são constantes, o que evidência a falta de solidariedade da população para com pessoas que sofreram perseguições ou fugiram de guerras. Só para ilustrar, segundo a Secretaria Especial de Direitos Humanos, houve um aumento de 600% das denúncias de xenofobia no Brasil em comparação com o ano anterior.
Além disso, os refugiados tendem a viver em condições análogas a escravidão. Sob esse aspecto, por terem dificuldades de encontrar um emprego de qualidade, muitos imigrantes caem em golpes de empresas e de empregadores. Devido a isso, essas vitimas vivem em situações precárias de emprego e de moradia e, como não conhecem as leis trabalhistas nacionais, ficam nessa situação por anos. Por exemplo, de acordo com a ONG “Walk Free”, mais de 160 mil pessoas trabalham em situações análogas a escravidão, sendo os refugiados os mais vulneráveis a esse crime.
Portanto, os refugiados sofrem vários obstáculos quando são acolhidos nos países. Dessa forma, é necessário que órgãos reguladores, como o Acnur, Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, criem um projeto, juntamente com os líderes nacionais, de recepção e de proteção aos imigrantes, por meio da criação de leis mais severas para os crimes de xenofobia e de escravidão e de uma fiscalização regular para assegurar a dignidade e os direitos desses indivíduos. A partir disso, os refugiados poderão ter melhores condições de vida e ascenderão na sociedade de forma justa e legal e também não voltarão forçadamente ao seu local de origem. Assim, ao longo dos anos, a crise de migrantes irá diminuir mundialmente.