As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 26/08/2021
Em 1999, lideres de várias religiões se reuniram para assinar o Apelo Espiritual de Genebra, documento que pedia a lideres políticos e religiosos que não justificassem violência com religião, pois em várias regiões do mundo grupos armados brigavam por terras com a justificativa dela ser santa e ter para eles algum vínculo religioso. Consequentemente, pessoas começaram a fugir desses locais em busca de segurança, logo, surgiu dificuldade nos países, inclusive no Brasil, de acolher pessoas refugiadas, visto que, a sociedade estabelece um preconceito e governo está despreparado para acolher essas pessoas.
Vale ressaltar, de início, a própria sociedade como um problema para o acolhimento de refugiados em um país. Nesse viés, segundo Emille Durkheim, sociólogo francês, o conceito de anomia consiste na desintegração das normas sociais, causas da patologias da sociedade moderna e individualista. Nessa perspectiva, pode-se relacionar as dificuldades de acolhimento dos refugiados as mazelas de uma sociedade egoista, que acredita que permitir a entrada de outros povos em seu territorio vai tomar bens materiais e direitos concedidos apenas para os nativos.
Ademais, cabe destacar a ineficácia de políticas governamentais. Visto que, o Estado não tem políticas para acolher e integrar refugiados em sua cultura e sociedade de forma saudavel e acolhedora. Assim como, o romantista e estadista francês Victor Hugo fala: “A primeira igualdade é a justiça”, o despreparo político viola os direitos humanos dessas pessoas, que perdem seus direitos civis, político e social, ficando sem moradia, alimentação, educação, lazer, trabalho, não havendo nem justiça nem igualdade.
Portanto, faz-se nescessária a reparação desse impasse. Para isso, a Organização das Nações Unidas(ONU) deve propor para cada país um comiter, assim como tem no Brasil, que cuide das políticas de integração e acolhimento de refugiados, por meio de propostas de leis para a câmara dos deputados que devolva para essas pessoas seus direitos civis, políticos e sociais, dispertando também esse debate na população, para que todos sejam concientizados do problema em questão e a realidade possa ser transformada. Ademais, as mídias sociais deve promover campanhas explicando os motivos que levam pessoas a fugirem de seus paises e como é importante e humanitário que esses refugiados tenham qualidade de vida. Dessa forma, as dificuldades de acolhimento diminuiriam.