As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 11/11/2021
A série de quadros “O Grito”, do artista norueguês Edvard Munch, retrata claramente o espanto a algo, representado na figura andrógina das obras. Nesse sentido, pode ser compreendido como uma descrição metafórica do que ocorre na sociedade quando saem notícias de que há refugiados no país e que necessitam ser acolhidos. Além disso, as principais causas dessa cultura são o preconceito com estrangeiros, enraizado na população, e a negligência do governo ao tratar de situações como essa.
Em princípio, é válido destacar que o preconceito da população brasileira gera o aumento da xenofobia. Nessa lógica, o senso comum utiliza o argumento de que o país não tem emprego para os próprios cidadãos – mais de 14 milhões estão desempregados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – e, por isso, não deve abrir as portas para refugiados. Entretanto, não é comum encontrar estrangeiros ocupando grandes postos, mas fazendo o mínimo para sobreviver, como trabalhar em pequenas feiras dos centros das cidades.
Outrossim, é importante salientar que o descuido do governo com essas pessoas também dificulta o acolhimento delas. À luz dessa perspectiva, o filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman cita que não são as crises que mudam o mundo, mas a relação das pessoas com elas. Dessa forma, o governo deve buscar tomar medidas para auxiliar os refugiados da melhor maneira, pois isso ajudará a diminuir o preconceito existente.
Fica evidente, portanto, que, para superar os desafios supramencionados, são necessárias medidas operantes. Para isso, compete ao Governo Federal, juntamente com a mídia, publicitar campanhas de apoio aos refugiados presentes no país. Essa aplicação deve ser feita em redes sociais, meio muito utilizado para propagar ideias hodiernamente, a fim de mitigar a dificuldade de acolhimento desses refugiados.