As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 07/09/2021

No filme europeu “The Flood” é retratado a vida de Haile, um refugiado da Eritreia que busca asilo político no Reino Unido. Ao longo da trama, a narrativa revela as grandes dificuldades em sua jornada para a Europa e a desumanização extrema sofrida pelo personagem. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada pode ser relacionada aquela do século XXI: falta de políticas públicas receptivas e preconceito.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a falta de infraestrutura e a ineficiência das políticas públicas de muitos países dificulta o acolhimento dos emigrantes. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os expatriados possuem o direito de serem tratados como o cidadão de origem dos países de asilo. Apesar disso, a dificuldade com a validação de documentos e dificuldade ao acesso à a políticas públicas básicas como moradia e alimentação impossibilitando sua plena sobrevivência.

Ademais, a xenofobia atenuada pelos nacionalismos dos países acaba sendo um obstáculo para o convívio social dos refugiados. De acordo com o educador brasileiro Paulo Freire “A inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades.” Logo, os preconceitos vivenciados por esses exilados além das dificuldades com a língua e cultural local dificultam a inserção efetiva desses indivíduos na sociedade.

Portanto, é preciso que o Estado tome medidas para amenizar o quadro atual. Para combater os desafios existentes para o acolhimento dos refugiados, urge que o Ministério do Trabalho juntamente a ONGs e prefeituras crie por meio de investimentos estatais um programa que tenha por objetivo ajudar essas pessoas na procura por um emprego e que os ofereça condições básicas de sobrevivência. O programa também vai incluir a criação oficinais culturais que garantam aos asilados a propagação no novo país de asilo e a manutenção de suas tradições e cultura. Somente assim, é possível amparar de forma satisfatória os expatriados.