As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 09/09/2021

No filme baseado em uma história real “Missão no Mar Vermelho” é mostrada a história de refugiados que com a ajuda de agentes infiltrados fogem do Sudão em busca de melhores codições de vida em Israel. Diante desse contexto, existem mais de 70 milhões de pessoas que são forçadas a se deslocar, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) e muitas dessas quando se deslocam para outros países não recebem o apoio que provê as suas necessidades básicas como emprego e moradia. Portanto, as principais dificuldades no acolhimento de refugiados são: a xenofobia e o desemprego.

Em primeira análise,  os problemas sociais e as questões humánitarias estão presentes na história há muito tempo, tendo origem na Grécia antiga, onde apenas os nascidos em Atenas eram considerados cidadãos, sendo os estrageiros excluídos de participar politicamente e hostilizados pelos Eupátridas os “filhos da pátria”, assim nascendo a raiz mais antiga da xenofobia. Hordienamente, no Brasil uma estudo conduzido pelo professor Leandro de Carvalho, da Universidade de Brasília (UnB) mostrou que apenas 7% dos entrevistados que trabalham nos recursos humanos acreditam que pessoas da América Central têm capacidade de liderança enquanto outros 49% acreditam no potencial de lideranças de imigrantes do continente europeu. Com isso, contribuíndo para a exclusão de tais indivíduos da sociedade e do mercado de trabalho.

Em segunda análise, pesquisas feitas pelo ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) mostraram que os refugiados entrevistados possuem qualificação profissional acima da média da população brasileira, 34% possuem ensino superior, ante 15,7% dos brasileiros, porém 19,5% desses estão desempregados. Sendo assim, um fator determinante na questão do desemprego de migrantes é a revalidação de diplomas, que já foi instituída pelo ACNUR como expoente determinate para independência econômica de refugiados. Diante do exposto, tal realidade é distante para a maioria pois o custo mínimo para tal é de 20 mil reais e um processo que deveria durar no mínimo 180 dias se extende por anos tornando cada vez mais distante a automia economica dos refugiados.

Portanto, diante da dificuldade do acolhimento dos refugiados, cabe aos governos mundiais em parceria com ONG’s criarem programas de auxílio e integração de refugiados e imigrantes, promovendo refúgio a esses de forma documentada, prestando auxílio na sua socialização e na busca por moradia e emprego. Contribuindo assim, para o fim de uma sociedade historicamente xenofobica e extinguido a diferenciação entre os  “filhos da pátria” e os imigrantes.