As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 06/09/2021
Desde o advento de uma das maiores ondas de protestos e revoluções ocorridas no Oriente Médio e Norte da África, a Primavera Árabe, o número de refugiados tornou-se intenso. Isto posto, hodiernamente, devido ao enorme contingente desses imigrantes por todo mundo, houve uma crescente de empecilhos, uma vez que os países de destino desses indivíduos apresentam dificuldades para o acolhimento. Dessa forma, seja no âmbito social, seja devido à questão dos serviços públicos, são necessários meios para a resolução de tal impasse.
A princípio, de acordo com a definição, refugiado é aquele que deixa seu país de origem por ter sua sobrevivência ameaçada. Contudo, mesmo que a mudança de local seja algo inevitável, estas pessoas são, geralmente, excluídas do convívio social, atacadas por possuírem costumes atípicos, além de serem apontadas como causa de prejuízos socioeconômicos no território receptor. Desse modo, a falta de informação é uma grande aliada a discriminação e a xenofobia, tornando o cenário ainda mais problemático.
Ademais, a Organização das Nações Unidas, ONU, já considera a crise dos refugiados como a crise humanitária mais intensa do século. Por conseguinte, é esperado os países possuam dificuldades para prestar abrigo, mas também ideias de como solucioná-las, já que os afugentados necessitam de apoio governamental para iniciar uma nova vida. Entretando, nem todos as nações possuem planos de acolhimentos, o que tem como consequência condições de empregabilidade análoga a escravidão, aumento da criminalidade e condições de moradia precária entre os abrigados. Assim, nota-se que o despreparo dos países que prestam asilo age como um impasse para a efetiva cidadania dos imigrantes.
Em suma, diante dos desafios supramencionados, cabe ao Ministério da Educação, promover nas escolas e centros comunitários, campanhas de adesão ao imigrante, por meio de palestras e cartazes informativos, com a história e a participação de refugiados, afim de informar a população sobre a crise, a questão humanitária e a responsabilidade do país em acolhê-los. Além disso, como papel do Ministério da Justiça, delegar a este povo uma ajuda de custo inicial, que possibilite sua instalação de forma dígna no novo estado. Por fim, tornando factível que tais indivíduos possam ter melhores condições de vida e sua cidadania restaurada.