As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 06/09/2021
Com o Oriente Médio e o Mundo Árabe em crise desde o início do século XXI, a Europa tem recebido milhares de refugiados da Síria, Eritreia, Afeganistão, Mali, Palestina, e muitos dos outros países que ou compõem o Oriente Médio ou o Mundo Árabe.
Porém, a maioria dos países europeus se recusam a deixa-los entrar. Porém, isso não se deve apenas à “maldade” dos líderes da União Europeia, como alguns parecem pensar. A causa, contrariando o pensamento leigo, não é apenas humanitária: É política e, sobretudo, econômica.
Reportando-se a um caso recente na história da humanidade, pode-se referir à Chipre – Recentemente território Grego -, que, ao abrir as portas à apátridas e desvalidos turcos, viu-se em uma encruzilhada bélica com a Turquia, perdendo parte de seu território. Essa parte, hoje, é uma república islâmica somente reconhecida pela Turquia. A Grécia perdeu o seu território e outros recursos de utilidade futura. Ainda inesquecível o caso dos refugiados islâmicos na França, que atualmente abarrotam as ruas de Paris, desinteressados da integração com os franceses e recebendo ajuda humanitária do governo, sem produzir riquezas.
Também há a questão econômica: Cada país tem seus próprios problemas, e, caso abrirem seus portões ou suas fronteiras – Como fizeram a França ou Chipre -, podem entrar em uma situação similar. Ademais, como já foi citado acima, cada país tem seus próprios problemas, e não é válido entrar em uma luta que apenas beneficia um lado.
Refugiados e conflitos sempre existirão, mas uma intervenção dos outros países – Seja ela militar ou diplomática não resolveria algo tão complexo. Portanto, a não-intervenção de outros países talvez seja uma boa forma de começar uma nova era de paz e respeito.