As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 01/09/2021

Segundo a Organização das Nações Unidas, um refugiado é aquele que sai de seu país em razão de fundados temores a sua integridade física e psicológica. Nesse contexto, com os crescentes fluxos de refugiados, sobretudo, da região do Oriente Médio em direção a Europa, a questão do acolhimento dessas pessoas é controversa e marcada por polêmicas. Por conseguinte, dois fatores explicam esse atrito entre os nativos e os asilados: o crescimento da xenofobia no velho continente e a inobservância dos estados europeus.

Em princípio, é fundamental perceber que o crescimento da xenofobia é um forte entrave para o acolhimento de refugiados. Nesse viés, o principal fluxo de refugiados na atualidade são grupos fugindo das zonas de conflito do Oriente Médio em direção a Europa, uma região de histórica proliferação de ideias racistas, como foi o Nazismo e o darwinismo social. Dessa forma, fica evidente que o resurgimento de ideais dormentes na sociedade europeia geram um espaço social tóxico e inóspito para as pessoas vindas de outra etnia em busca de refúgio e segurança.

Outrossim, é importante notar como a falta de atuação estatal no acolhimento dos refugiados corrobora na dificuldade de incorporação deles na sociedade. À vista disso, são casos como a fronteira da Grécia e Turquia que melhor explicitam a falta de aptidão da Europa em relação a crise de refugiados, a falta total de dedicação de cumprir os compromissos internacionais estabelecidos pós segunda guerra com ONU é um fator preponderante no vilipendio dos direitos dos refugiados. Dessa maneira, essa inobservância dos estados europeus é, segundo Hannah Arendt, o principal propulsor do mal, colocando milhões de pessoas já fragilizadas em situações ainda mais desesperadoras e desumanas.

Convém, portanto, que ações sejam tomadas para mitigar essa problemática. Posto isso, a Mídia, como agente formadora de opiniões, precisa promover uma conscientização da população em relação a esse problema, o crescimento da xenofobia, por meio de propagandas voltadas a despertar a empatia dos nativos em relação a condição dos refugiados, monstrando as tragédias as quais eles tiveram de passar e focar nas semelhanças que compartilham, a fim de, novamente, esgotar o discurso dessas ideias racistas e promover uma sociedade mais acolhedora as diferente etnias. Por outro lado, é preciso que a ONU tome medidas mais energéticas em relação as nações inadimplentes no cumprimento de seus deveres para com as leis internacionais, principalmente, as que dizem respeito aos refugiados com o objetivo de se fazer valer os direitos concedidos a essas pessoas e tornar a condição humana mais suportável e mais justa.