As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 09/09/2021
A questão das pessoas refugiadas tomou grande proporção nos últimos tempos, com conflitos em países como a Síria e o Afeganistão, que fazem com que milhões desses cidadãos prefiram deixar suas nações com medo do que podem sofrer; às vezes destinos piores do que a morte para alguns. Além das dificuldades presentes em conseguirem, de fato, escapar desses locais eles então precisam que algum país os acolham o que, mesmo contra os Direitos Humanos e à moral, acaba sendo uma tarefa difícil; nações como a Grécia e a Turquia se mostraram indispostos quanto ao assunto e a causa desse desconforto pode ser atribuída em parte à xenofobia, entre outros.
Uma situação recente é o caso do Afeganistão, que foi tomado pelo grupo radical islâmico Talibã, mais uma vez, e que pelos seus atos extremos e violação de direitos básicos, vem aterrorizando o povo afegão e isso consequentemente faz com que haja muitos refugiados desse local. A fuga porém é muito complicada, nesse caso muitas das rodovias e aeroportos principais são controlados pelo grupo, que não suporta a saída do povo, consequentemente há um número estimado de 3.5 milhões de afegãos que deixaram suas casas e estão espalhados no país, de acordo com o site jornalístico BBC News.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos cita no Artigo 14 que “Todo ser humano, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países”, apesar dessa frase, alguns líderes mundiais recentemente decidiram por não acolher esses refugiados, por exemplo a Turquia e a Grécia, onde a primeira reforçou sua fronteira com o Irã e a segunda construiu um muro em sua delimitação com a Turquia, tudo para barrar a entrada de pessoas advindas, nesse caso, do Afeganistão. Os porquês que podem ser atribuídos a isso são a xenofobia e também, no caso da Grécia, a islamofobia. Essas dificuldades, porém, não são exclusivas apenas a países que não os acolhem; nações em que são admitidos, além desses problemas, também é presente a marginalização dessas pessoas, que são escanteadas do meio social e muitas vezes não conseguem oportunidades de crescimento nos novos países residentes.
Por fim, é notável que ações de integração na sociedade e, de certa forma, humanização dos refugiados de todo o mundo devem ser tomadas por meio de campanhas políticas de aceitação e inclusão, promovidas e efetuadas por líderes políticos em seus respectivos países e pela Nações Unidas em um âmbito internacional.