As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 20/09/2021
Em agosto de 2021, a retirada das tropas militares americanas de Cabul, Afeganinstão, causou grande impacto mundial e levou milhares de afegãos a migrarem de seu país na tentativa de obtenção de uma vida mais digna e igualitária. Todavia, a recepção dos demais países ocorre de forma reclusória, devido às facetas xenofóbicas e raciais enraizadas pelo mundo, que fomentam a necessidade do debate acerca do assunto.
Em primeiro plano, nota-se que as oportunidades de emprego aos refugiados são mínimas. Isso ocorre devido não só à descriminação, mas também aos mitóticos estigmas associados a migração, que são profundamente entrelaçadas à falta de informação. O filósofo polonês Zigmunt Bauman, por exemplo, defende a hipótese de que os refugiados simbolizam os piores medos de uma nação: a pobreza inesperada. Sob essa ótica, torna-se imprescindível o rompimento dessa face xenofóbica presente no corpo social.
Ademais, faz-se necessário a discussão acerca da situação de crianças refugiadas. A Organização dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação. Dessa forma, a exclusão de menores configura-se como uma falha, visto que essas ficam reclusas e sem o acesso a escola. Sendo asim, tal situação deve ser superada, garantindo o acolhimento e educação para todos.
Portanto, urge que o Ministério da Educação, importante orgão mundial, por meio de verbas governamentais, invista não só em programas educacionais que visem o acolhimento de crianças e jovens, mas também em campanhas midiáticas, a fim de tornar a educação acessiva a refugiados e vencer a visão preconceituosa e patriarcal presente no meio social. Além disso, o Ministério do Trabalho deve promover campanhas que incentive redes públicas e privadas a contratação de migrantes no país. Dessa forma, alcançar-se-á um mundo mais democrático para todos.