As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 04/09/2021

O filme “Exodus - De onde eu vim não existe mais” retrata as dificuldades enfrentadas por aqueles que precisam abandonar seus países. Dessa forma, expõe o preconceito e a marginalização sofrida pelos refugiados. Sendo assim, evidencia como a visão etnocêntrica e a preocupação financeira atrapalham o acolhimentos das pessoas que fugiram de seus locais de origem.

Em primeira análise, nota-se a xenofobia como fator determinante na exclusão dos refugiados. As origens desse comportamento remontam ao período da Modernidade, no qual foi criado um ideal etnocêntrico como justificativa para explorar os “não civilizados”. Desse modo, ideias racistas passaram a se fortalecer, utilizando a ciência como argumento. Por conseguinte, observa-se, na contemporaneidade, uma crença na superioridade europeia e na segregação dos diferentes. Tal fato, evidencia-se na baixa oferta de empregos, oportunidades e condições dignas de moradia para os refugiados. Assim, índices de criminalidade e favelização aumentam ainda mais, o que passa a ser outra razão para não acolher quem necessita.

Nessa lógica, percebe-se que a mentalidade eurocêntrica e nacionalista também promove o surgimento de uma dinâmica que coloca os interesses financeiros do país acima da vida dos refugiados. Consequentemente, governos de diversas nações fecham suas fronteiras e deixam de investir em políticas efetivas de ajuda humanitária, já que a estabilidade do país é o mais importante. Na tomado do Afeganistão pelo Talibã, por exemplo,  potências como Estados Unidos e Inglaterra agiram pensando primeiro nas questões politico econômicas e depois no bem da população afegã. No entanto, ações como a da empresa Airbnb, que cedeu centenas de residências para abrigar refugiados, mostram que é possível manter a estabilidade financeira e ajudar os outros.

Portanto, a fim de diminuir a dificuldade de acolhimento dos refugiados, é preciso criar o projeto “Seja Bem Vindo”. Por meio da parceria entre países afetados pela questão de refugiados e empresas de moradia e emprego, condições dignas de vida serão dadas aos refugiados. As empresas participantes, que receberão uma isenção fiscal, serão responsáveis por abrigar os refugiados durante uma período de até dois anos, além de oferecer vagas de emprego. Assim, os novos residentes do país poderão se integrar e diminuir o preconceito.