As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 09/09/2021

Muito falou-se, no segundo semestre de 2021, sobre a tomada do Afeganistão pelo Talibã (movimento extremista, fundamentalista e nacionalista islâmico) e sobre como muitas pessoas estavam desesperadas para fugir da sua terra natal e buscar refúgio em outros países. Assim, fica claro como seria importante uma recepção decente à essas pessoas que já sofreram o suficiente sendo obrigadas a fugir dos seus próprios países, entretanto, ainda existem muitas dificuldades em relação ao acolhimento de refugiados tais como: os problemas e preconceitos que essas pessoas sofrem ao chegar em outros países em busca de refúgio e como isso afeta a sua vida nessa nova realidade, também tornando muito difícil a entrada dos refugiados no mercado de trabalho.

Assim, é importante ressaltar que muitos refugiados, ao chegar em um novo país tem que lidar com situações não tão agradáveis como a xenofobia e poucas condições financeiras. Além dos problemas sociais, também têm que enfrentar falta de atendimento médico e muitas vezes vivem como pedintes nas ruas, em busca de dinheiro, mesmo que pouco, para comprar nem que seja o mínimo de suprimentos para sua família.

Em segundo lugar, vê-se com bastante frequência, segundo uma matéria do “GSHOW” como os refugiados lutam contra o preconceito ao tentar ingressar no mercado de trabalho de algum país. Na série “Grey’s anatomy”, por exemplo, a personagem Sam Bello era uma refugiada, estudante de medicina que não pôde se tornar médica nos Estados Unidos mesmo estando lá de forma legal e desde criança. Fora dos tablados da ficção, muitos refugiados ainda têm que enfrentar esses desafios o que torna cada vez mais difícil vê-los contribuindo, de fato, trabalhando no novo país em que se encontram.

Dado o exposto, fica claro como refugiados não são pessoas que escolheram conhecer um novo país em busca de melhores oportunidades, são pessoas que foram obrigadas a sair do seu país por situações tristes, como essa do Afeganistão citada anteriormente. Pessoas que devem ser acolhidas nos países de onde terão que fazer um lar. Assim, o Estado deve rever as leis e mobilizar-se para garantir a essas pessoas melhores oportunidades, tanto no mercado de trabalho, como no seu dia a dia, levando também o assunto à mídia para conscientizar cada vez mais pessoas e reduzir o preconceito.