As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 08/09/2021
Da metade para o final da década passada, de acordo com a Unicef, o Brasil recebeu um fluxo migratório de quase 180 mil refugiados advindo da Venezuela e agora cresce o número com outros vindo do afeganistão, em decorrência dos conflitos internos, porém muitos países que os recebem não tem capacidade para suportar esse contingente. Com isso, é imprescindível discutir as maiores objeções para o processo de abrigagem desses refugiados.
Primeiramente, percebe-se o inchaço urbano proveniente da falta de planejamento urbano das cidades para recebê-los. De acordo com o geógrafo Milton Santos, esse processo de concentração espacial de pessoas e serviços chamado de “macrocefalia urbana” traz consigo problemas como a favelização, as segregações urbanas e moradias em condições precárias pela alta densidade demográfica, uma vez que a zona urbana não consegue acomodar a todos.
Ademais, isso tem contribuido para o aumento de trabalhos informais e o alargamento do terceiro setor da economia, que é responsável pela prestação de serviços, contudo tais trabalhos não trazem nenhuma garantia de direitos e condições salubres ao funcionário, visto que os patrões não fazem uso de carteira assinada, trazendo muitas vezes a exploração dos refugiados que não tem condições de exigir os direitos em razão da informalidade do serviço prestado.
Sendo assim, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Regional tornar o seu Programa Nacional de Capacitação das Cidades (PNCC) um programa efetivo, a fim de tornar as cidades cada vez mais desenvolvidades, de forma que não virem aglomerados urbanos, possam superar os desafios para abrigar a todos e garantir todos os direitos naturais de cada um desses imigrantes de ter uma vida digna em uma nação que os acolha.