As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 08/09/2021
Diferente das pessoas que migram em busca de uma melhor qualidade de vida, os refugiados são obrigadas a fugir de seu local de origem para buscar proteção, seja para se proteger de perseguições, de guerras, conflitos ou abuso de poder. Esse fluxo migratório aumenta o número de ataques xenofóbicos e as taxas de desemprego conjuntural, problematizando a estadia desses imigrantes.
A ditadura militar Brasileira de 1964, a guerra civil Síria, as grandes guerras mundiais, são exemplos de acontecimentos nos quais muitos indivíduos foram forçados a se exilarem. Essa forma de fuga promove fortes ondas de emigração, principalmente para países próximos ou para os que facilitam a entrada de estrangeiros. Esses quando acolhidos por uma nação, tem uma grande parcela abrigada em improvisados campos de refugiados, onde pela grande concentração e a falta de estrutura, terão pouco saneamento, falta de atendimento médico e problemas sociais.
Em 1951 uma convenção para tratar sobre os refugiados foi realizada em Genebra, nela foi decidido que os países devem garantir moradia, alimentação e assistência médica pelo tempo que julgar necessário, para que as pessoas refugiadas consigam um emprego, adquiram uma propriedade e se estabilizem provisoriamente nesse país, de modo que quando o problema enfrentado pelo seu país natal acabar, esses indivíduos possam retornam em segurança.
Nota-se, portanto, a necessidade do investimento do capital estatal em boas infraestruturas dos campos de refugiados, já que apesar de provisórios, servem por longa data a maioria dos imigrantes. Campanhas educacionais para melhor recepção e combate a xenofobia devem ser promovidas por escolas, somadas a projetos de abertura de vagas no mercado de trabalho realizados pelo estado.