As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 09/09/2021
Na animação “Avatar: A lenda de Aang”, é retratada uma realidade em que o protagonista refugiado passa por diversas dificuldades ao tentar achar um novo lar que o acolha. De forma análoga, o Brasil em sua atualidade é o destino de várias pessoas em situação parecida, que ao tentarem encaixar-se na sociedade brasileira acabam enfrentando problemas como a xenofobia e a falta de adesão urbana.
Em primeira análise, é evidente que o preconceito relacionado aos refugiados trata-se de um julgamento desnecessário e sem fundamento. Isso pode ser comprovado com base na teoria do filosófo Voltaire, “Preconceito é opinião sem conhecimento”, visto que é uma visão formada apenas pelo status de estrangeiro, sem ao menos saber de outras características da pessoa. Outrossim, essa xenofobia pode acarretar diversos outros problemas à vítima, como exclusão social, depressão, dificuldade para conseguir um emprego. Logo, essa violência além de causar danos diretos aos migrantes é uma propagadora de falsas impressões.
Ademais, nota-se que os centros das cidades, atualmente, não permitem um alocamento favorável aos refugiados. Esse fato é semelhante ao que ocorre na obra cinematográfica “Astro Boy”, a qual relata a situação de uma metrópole que, devido a seu mal planejamento, exila os cidadãos fazendo com que vivam às margens da sociedade, em situações indignas e deploráveis. Tal como ocorre com os estrangeiros que tentam ingressar nos centros urbanos, mas são efetivamente excluídos deles. Dessa forma, os migrantes tornam-se cada vez mais miseráveis enquanto as classes elitizadas impulsionam sua supremacia.
Portanto, a má organização das cidades precisam ser combatidas. Desse modo, o governo deve desenvolver um projeto de renovação das mesmas, visando melhorar e garantir as necessidades básicas do cidadão residente. Paralelamente, a falta de acolhimento aos refugiados precisa ser diminuída. Para isso, o Governo Federal deve acabar com o preconceito relacionado aos estrangeiros por meio de palestras, as quais devem acontecer em centros educacionais, praças públicas e nos centros das cidades, com a presença de políticos locais, pedagogos e vítimas dessa violência. Isso deve ser feito a fim de que outros “Aangs” possam viver de forma digna nos centros urbanos e ter seus direitos respeitados.