As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 17/09/2021

Desde o iluminismo, movimento intelectual e filosófico, entende-se que uma sociedade só próspera quando um se mobiliza com o problema do outro. Por outro lado, quando se observa as dificuldades do acolhimento de refugiados no Brasil, hodiernamente, percebe-se que esse útopico iluminista é certificado na teoria, mas não na prática. Por conseguinte, os problemas vivenciados pelos refugiados persistem, ora pela falta de oportunidades no mercado de trabalho, ora pela ausência de políticas públicas eficazes. Nesse sentido, convém avaliar as principais causas do problema.

Primeiramente, segundo o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra “O cidadão de papel”, só temos direitos no papel. Analogicamente, ao sair do seu país de origem, por pressões política, miséria, fome ou problemas religiosos, como recentemente ocorreu no Afeganistão, refugiados sentem-se abandonados quando não são recebidos com direitos e oportunidades. Por consequência, vivem em semáfaros para pedir esmolas e se abrigam em periférias, principalmente nas favelas, onde já existem descasos dos governantes com os brasileiros. Logo, fica claro que a falta de oportunidades de trabalhos corrobora  para o agravamento do problema.

Outrossim, a ausência de políticas públicas eficazes contribui para a constância do problema. Paralelo a isso Hobbes, matemático, “o estado é responsável por garantir o bem-estar da população”. Por outro lado, quando o assunto é refugiados, não existe políticas públicas como habitação digna, emprego formal e educação, para receber os novos habitantes. Consequentemente, esses não possuem perspectivas de futuro, posto que, geralmente não possuem formação ou precisam de aprovação do conselho profissional para atuar fora do seu país de graduação, além disso, possuem dificuldades de comunicação, pois não falam ou entendem o português. Diante disso, verifica-se a necessidade de políticas públicas eficazes, como a inserção dessas pessoas em cursos profissionalizantes.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem os problemas dos refugiados. Portanto, cabe a Câmara dos Deputados eleborar e aprovar uma lei que obrigue escolas profissionalizantes a oferecer uma porcentagem de suas vagas aos refugiados, como também, impor grandes empresas a contratarem esses estudantes como estágiarios, com o intuito de inserir essa população no mercado de trabalho formal. Divulgando essa lei por meio da distribuição de panfletos, onde agentes contratados e treinadoos pelo Governo, acolherão os refugiados e realizarão as orientações e os procedimentos necessários para a matrícula desses. Além disso, cabe ao Estado criar políticas públicas de saúde e educação, com o objetivo de dar todo o suporte para obtenção de qualidade de vida. Desse modo, ao adentrarem no Brasil, contribuirão para a prósperidade do país.