As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 23/09/2021

A Alemanha, atualmente governada pela Chanceler Angela Merkel, é o país que mais recebe refugiados na Europa Ocidental, entretanto, a líder vem readequando seu discurso desde 2017. A questão do acolhimento de refugiados, não só na Alemanha, mas em todo o mundo, encontra dificuldades no âmbito econômico e social, visto que a falta de infraestrutura e a xenofobia são impasses para garantia de segurança e bem estar dos imigrantes.

Em primeiro lugar, pode-se afirmar que a infraestrutura é um dos principais empecilhos na qualidade de vida do imigrante. A história deixa claro que desde o êxodo rural o Brasil não investiu em infraestrutura urbana, como saneamento básico, eletricidade e pavimentação. Assim como os primórdios da urbanização, a República brasileira não investe de forma eficiente na infraestrutura dos abrigos que recebem e hospedam os asilados, nem promove políticas públicas para dar acesso à moradias individuais para essas pessoas, forçando-as a viver por anos nesses centros de habitação comunitária ou segregadas nas periferias do interior brasileiro.

Além disso, a xenofobia, preconceito da população nacional com quem é de fora, impede o pleno bem estar daqueles que precisam de abrigo devido às instabilidades políticas ou ambientais de seu país natal. Como prova disso, pode-se citar o conflito entre venezuelanos, que enfrentam uma crise econômica e humanitária na Venezuela desde 2009, e brasileiros. O preconceito contra esses refugiados inclui discursos de ódio e agressões físicas, como por exemplo o atentado ocorrido em 2018, quando brasileiros atearam fogo em tendas na fronteira entre Roraima e Venezuela.  Portanto, pode-se afirmar que a intolerância coloca em risco a integridade e a vida dos refugiados, problemática tal que deverá ser contornada.

Sendo assim, é necessário a intervenção do Governo Federal para abater as dificuldades encontradas no acolhimento dos exilados. Para isso, é preciso que os Ministérios da Infraestrutura e das Relações Exteriores, por meio de verbas liberadas pelo Tribunal de Contas da União, invista na construção de centros de moradia, sejam eles bairros residenciais ou condomínios de apartamentos, que tenham em seus arredores escolas, hospitais e comércios locais, com o intuito de promover  bem estar, qualidade de vida e possibilidade de ascensão social para os abrigados.