As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 23/09/2021
No filme “Human Flow: não há lar se não há para onde ir”, o diretor Ai Weiwei retrata as dificuldades que os asilados enfrentam ao deixar o seu país natal, como a pouca receptividade e as humilhações oriundas de outros países. Dentre essas adversidades, evidencia-se as privações à moradia, ao saneamento básico e aos empregos, além das discriminações sociais. Em consonância à obra cinematográfica, no Brasil, os refugiados sofrem diariamente com a xenofobia e com a marginalização. Portanto, é imprescindível que os países se empenhem para mudar a atual conjuntura.
De acordo com o ativista político Martin Luther King, a injustiça que ocorre em um certo lugar, põe em risco a justiça em todo mundo, logo, os países que não estão em conflitos armados ou religiosos, nem em subdesenvolvimento, devem agir conjuntamente para amparar os expatriados. Tendo em vista que esses apresentam melhor qualidade de vida para aqueles que estão fugindo da pobreza ou de perseguições religiosas, sociais ou raciais. Ademais, para o diretor da Human Rights Watch - organização internacional não governamental que defende os direitos humanos- os países pertencentes à União Europeia devem abrigar os asilados com compaixão, pois essa é uma responsabilidade para com os direitos humanos. Logo, deportar os refugiados ou excluí-los da sociedade são atitudes desumanas, que violam esses direitos.
Além do mais, a Organização das Nações Unidas afirma que a inclusão dos expatriados é uma ação benéfica tanto para o país quanto para os refugiados, uma vez que a integração e promoção de políticas de inclusão raciais e socioculturais gera o crescimento na diversidade cultural dos países. Portanto, a fim de se encerrar a xenofobia com àqueles que são vistos como “diferentes”, a presença dessas pessoas não deveria ser vista como algo ruim, mas sim como um acréscimo a diversificação cultural da sociedade. Para além disso, a formulação de projetos que busquem desmarginalizar os asilados também contribuirá com a urbanização das cidades, vide que a criação de favelas e periferias são decorrentes da falta de empregos para esses indivíduos e dos altos preços atrelados às moradias.
Por fim, com o intuito de fornecer condições dignas para os refugiados, o Ministério da Cidadania - como agente responsável pelas políticas de desenvolvimento social do Brasil - deve criar políticas públicas de inclusão de expatriados na sociedade. Isso deve ser realizado por meio da criação de instituições que assegurem o acesso desses indivíduos à saúde, alimentação, moradia e à escolaridade. Para que assim, no futuro, não haja discriminações e que o Brasil possa ser visto como um país acolhedor para aqueles que não possuem um lugar para chamar de lar.