As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 29/09/2021

Em um dos episódios da animação norte-americana, “South Park”, refugiados adentram a cidade principal e origina discussões entre intolerantes, que não aceitam a presença destes, e de oportunistas, que os emprega por salários ordinários, indicando a xenofobia, hipocrísia e a falta de acolhimento correto à estes estrangeiros. Entretanto, tal problemática não é exclusiva da ficção, ocorrendo, principalmente, em regiões economicamente prósperas do território brasileiro, uma vez que o preconceito de classe e de raça ainda é presente na sociedade.

É notável que o racismo estrutural influência opiniões sobre a vivência de grupos específicos no país. No século XX, houve fluxos migrátorios europeus para o Brasil -devido às Guerras Mundiais e políticas ditatoriais-, e, a resposta governamental e da população foi positiva. Porém, teorias apontam que esta reação foi à favor do embranquecimento da pátria, posto que a escravidão havia sido extinguida a pouco tempo. Logo, é evidente que a intolerância diante à imigração de cidadãos pertencentes à raças negras é um ato de discriminação.

Ademais, o acolhimento de refugiados poderia alavancar a economia e resolver problemas, como o da Previdência Social. A Geografia explica, por meio da Pirâmide Etária da População, que a população passará a decrescer com o tempo e que não existirá trabalhadores o suficiente para sustentar a seguridade social. Deste modo, a mão-de-obra estrangeira é imprescindível para que o país possa progredir.

À vista disso, é necessário que o Estado tome medidas para corrigir a problemática. O Ministério da Cidadania deve inserir os refugiados no mercado de trabalho corretamente, através da disponibilização de aulas de Português, cursos técnicos e centros recreativos, para que estes possuam competências específicas e possam se socializar à fim de encontrar oportunidades empregatícias. Assim, tais indivíduos poderão ser acolhidos e adequados, de maneira justa, à sociedade.