As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 30/09/2021

O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para o país que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento, como as dificuldades do acolhimento de refugiados. Esse panorama ainda vigente é atestado decorrente de uma vasta negligência governamental agregada de uma grande banalização pública.

A princípio, ressalta-se que o descaso por parte do governo age diretamente em contrapartida com os ideais do filósofo contratualista Thomas Hobbes, visto que, segundo suas teorias o Estado foi criado para assegurar os direitos dos homens, eliminar as desigualdades e promover a coesão social. Todavia, tal perspectiva não se corrobora devido à ausência de um planejamento de infraestrutura eficiente nos países que recebem muitas imigrações, como também, na displicência no recebimento irregular de imigrantes, ocasionando em uma mudança drástica ecônomica e social.

Ademais, outro fator importante é banalização pública acerca da temática, uma vez que, frequentemente notícias sobre as enormes consequências da xenofobia nas nações tomam conta de manchetes, como apresentada no site Politize em 2018. Assim, a violência física e psicológica, problemas mentais e intolerâncias se propagam com intensa rapidez sob os indivíduos que saíram de seu país por conflitos internos ou na busca por uma qualidade de vida melhor, condição que pode gerar possíveis fatalidades.

Portanto, é de indubitável importância que o Governo Federal,  numa ação conjunta com a Câmara dos Deputados e Ministérios promova políticas públicas eficazes, por meio da disponibilização de verbas destinadas ao infraestruturamento de locais de acolhida, no setor econômico e em planejamentos a respeito de como lidar com a chegada de imigrantes. Bem como, cabe aos nativos, em parceria com a imprensa e escolas que acolham-os dando o suporte necessário através de palestras e conversas sobre a temática, visando a diminuição de danos na sociedade e economia, como também, no cumprimento da adaptação feita em 1889.