As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 22/10/2021

Na obra literária “The Kill Order”, de autoria de James Dashner, Didi é uma refugiada que enfrenta graves problemas ao ser rejeitada por um povo e não ter garantia de seus direitos básicos. Na contemporaneidade, muitos cidadãos enfrentam esse mesmo problema, ocasionado não só pela xenofobia, como também pela crescente despreocupação com o acolhimento correto de imigrantes.

A priori, é necessário ressaltar que o desprezo da população local em relação à etnia, os costumes, posicionamentos políticos e religiosos de outras pessoas é um problema atual no Brasil. Segundo relatório da Secretária Especial de Direitos Humanos, em 2015 houve um crescimento de 633% das denúncias de xenofobia em comparação com 2014. Similarmente, o filósofo Immanuel Kant, em seu projeto de Paz Perpétua, defendia o direito dos imigrantes e dizia que eles não deveriam ser hostilizados nem rejeitados quando acedessem a outros territórios. Por conseguinte, observa-se que essa lição não é priorizada por grande parte da população brasileira, que segue não respeitando os direitos dos metecos.

A posteriori, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), deve ser garantido à refugiados o acesso à assistência médica, trabalho e moradia. Entretanto, conforme estudos realizados pela Agência Brasil, cerca de 30mil imigrantes que buscaram abrigo em território brasileiro estão em situação irregular. Portanto, faz-se de extrema importância o enfoque na agilização e o comprometimento do governo em garantir os direitos dessas pessoas e, consequentemente, locais seguros para viverem, alimentação adequada e acesso à escolas, trabalhos e hospitais.

Em suma, o  Governo Federal deve investir em políticas públicas que visam conscientizar a população que comportamentos discriminatórios e atos de violência são crimes,  e incentivá-la a conhecer e respeitar aqueles que estão buscando refúgio. Além disso, é de suma necessidade que as Organizações Não Governamentais (ONGs) e prefeituras busquem garantir as condições básicas de sobrevivência, oferecendo doações de alimentos e locais adequados para as pessoas morarem. Somente assim, a triste realidade vivida por Didi e tantos outros não se repetirá.