As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 25/10/2021
Define-se como refugiado todo indivíduo que, em razão de conflitos e perseguições que apresentam ameaça à sua vida, vê-se obrigado a deixar sua terra natal em busca de refúgio em outro território. Tais indivíduos, em quase que a totalidade dos países, encontram diversos entraves para receber o devido acolhimento necessário, e isso se dá, sobretudo, pela falta de políticas públicas inclusivas e pela xenofobia.
Em princípio, cabe analisar como a inexistência de políticas públicas destinadas a refugiados agrava as dificuldades enfrentadas para o acolhimento desse grupo social. Grande parte desses indivíduos, ao chegarem ao país de refúgio, não encontram oportunidades de moradia, emprego, educação e medidas de inclusão social, o que faz com que muitos deles sejam renegados a situações desumanas, tendo que residir em locais abandonados ou até mesmo nas ruas, não possuindo o acesso adequado a comida e saneamento básico. Além de tudo, muitos refugiados não têm seus documentos profissionais reconhecidos, o que os impede de adentrar o mercado de trabalho, fazendo com que tenham sempre que depender de ajuda humanitária ou tenham que aderir a trabalhos informais.
Outrossim, é imperativo pontuar o tratamento discriminatório que grande parte dos refugiados sofre. Muitas vezes, a população nativa do país que recebe o refugiado pode não assimilar de maneira ideal a cultura de tal indivíduo, fazendo com que ele seja hostilizado ou até mesmo sofra com violência direta. Além do mais, a xenofobia pode prejudicar também a inclusão dos migrantes no mercado de trabalho, já que muitos nativos acreditam que esse grupo acaba roubando vagas de emprego dos cidadãos. Nesse sentido, de acordo com uma pesquisa de 2019 liderada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), 20% dos refugiados no Brasil não obteram sucesso na procura de trabalho.
Tendo em vista a problemática debatida, fica evidente que medidas devem ser tomadas. Cabe, então, que políticas assitencialistas sejam desenvolvidas pelos governos dos países como, por exemplo, projetos de habitação, onde residências sem uso seriam alugadas para o abrigo de refugiados, para que tais migrantes tenham uma melhor infraestrutura. Após essa medida, o problema será mitigado e os refugiados terão o acolhimento necessário para se desenvolverem de maneira adequada.