As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 22/10/2021

Segundo a Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados, promulgada em 1951 pela O.N.U. (Organização das Nações Unidas) e o Protocolo em 1967, é direito dos exilados procurarem e gozarem asilo em outros países. Nesse sentido, tal premissa não se faz presente no contexto atual, uma vez que há dificuldades no acolhimento deles, devido não só à desarmonia entre as nações, mas também ao preconceito cultural.

Primeiramente, convém enfatizar que a falta de comunhão dos líderes políticos está relacionada aos empecilhos para abrigar essas pessoas. Diante disso, de acordo com Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, para se manter no poder, os governantes devem operar em busca do bem universal. No entanto, é notório que os dirigentes rompem com essa paridade, porque, na maioria das vezes, existe a falta de remanejamento dos indivíduos e, apoio econômico. Dessa forma, enquanto nada for feito para mudar, o problema permanecerá constante no mundo.

Além disso, outro fator responsável pela permanência da problemática é o estigma social. Sob essa perspectiva, em 2016, um estudo do Centro de Pesquisas Pew, de Washington, mostrou que 80% dos europeus associam os expatriados ao terrorismo, por grande parte ser muçulmano e todo o histórico de atentados já ocorridos. Todavia, faz parte do âmbito jurídico presumir a inocência até que seja provado o contrário. Portanto, é inaceitável esse pensamento na sociedade moderna.

Logo, faz-se necessário medidas a fim de amenizar esse impasse. Para tanto, urge que os regedores, em parceria com o A.C.N.U.R (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), responsável pela salvaguarda dos seres humanos que deixam suas pátrias, promovam um diálogo entre si, com os sofredores e os residentes de onde gerem. Isso deve ocorrer por meio de encontros presenciais, visando garantir os direitos dos penalizados e mobilizar a população. Assim, o documento aprovado no século XX, ressaltando o que todo refugiado merece, será concretizado gradativamente na prática.