As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 24/10/2021
Lançado em 2019, o filme “Capitã Marvel” apresenta a realidade de um grupo de alienígenas (Skrulls) que foge de uma guerra entre a raça Kree. Dessa forma, esses indivíduos passam a viver como refugiados à procura de um novo lar. Fora das telas, a realidade da raça Skrull levanta a discussão de uma problemática semelhante a respeito da dificuldade no acolhimento de refugiados no Brasil, já que, parte da sociedade local demonstra-se intolerante diante do tema, além da falta de oportunidade no mercado de trabalho para os estrangeiros.
Segundo dados divulgados pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), em 2020, existiam cerca de 57 mil refugiados no Brasil, vindos de diversas partes do globo. Essas pessoas são forçadas a sair de seu país de origem por conta de conflitos armados e perseguições políticas, e são obrigados a solicitar asilo em outros países. No entanto, ao chegarem na nova nação, os problemas estão longe de acabar, por causa do preconceito que está relacionado à crença de que os refugiados não são verdadeiramente reconhecidos como cidadãos com direitos, ou à ideia de que esses novos habitantes irão encher ainda mais os sistemas de saúde e educação, já fragilizados.
Além disso, toda essa hostilidade e não reconhecimento enfrentado pelos refugiados, por diversas vezes, torna inviavel a inclusão dos mesmos no mercado de trabalho. Diante disso, por mais que a economia brasileira esteja passando por momentos difíceis, é importante que essas pessoas sintam-se inseridas em sociedade e aptos a exercer suas profissões. Segundo dados disponibilizados pela ONU, 30% dos refugiados no Brasil têm ensino superior, mas poucos conseguem validar o diploma. Analisando tais informações, é notório que a maior barreira a ser vencida não é a falta de qualificação, mas sim o não reconhecimento.
É evidente, portanto, que os refugiados enfrentam inúmeros problemas que podem ser atenuado com o auxílio de toda a sociedade brasileira. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação (MEC) incentivar as escolas públicas e privadas a trabalharem o tema no ambiente institucional, por meio de palestras e vídeos educacionais, visando atingir pais e alunos, para que sejam educados corretamente sobre os direitos que os refugiados possuem. Além disso, o mesmo Ministério deve criar medidas e projetos para facilitar e acelerar o reconhecimento dos diplomas desses estrangeiros, para que, finalmente, possam disputar vagas de serviço em suas respectivas áreas.