As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 22/10/2021
O jornalista Gilberto Dimenstein, ao produzir a obra “Cidadão de Papel”, afirmou que a consolidação de uma sociedade democrática exige a garantia dos direitos fundamentais de um povo. No entanto, ao observar as dificuldades do acolhimento de refugiados, que são recorrentes na vida dos cidadãos, constata-se que esse benefício não tem sido pragmaticamente assegurado na prática. Com efeito, é necessário enunciar a ausência de leis governamentais e a falta de abordagem midiática como pilares essenciais da chaga.
É importante ressaltar, de início, a escassez de ações governamentais como promotora do problema da pouca hospitalidade aos emigrados. De acordo com Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, para se manter no poder, os governantes devem operar em busca do bem universal. Conquanto, percebe-se que, no território nacional, há a recorrência de obstáculos, tal qual a situação precária das instituições humanitárias, que atrapalham o combate à discriminação de refugiados no país, já que o Estado não garante verbas decentes destinadas ao tema. Logo, discorrer criticamente acerca dessa problemática é o primeiro passo para a consolidação de um País equânime.
Ademais, é cabível pontuar que o silêncio dos meios de comunicação social influencia na persistência do impasse. A esse respeito, a ONU informou que cerca de 15% da população mundial ainda vive em favelas, dado que é impulsionado pela grande massa de refugiados sem apoio político e social. Por conseguinte, evidencia-se que a pouca ênfase dada pela mídia consolida o desamparo da sociedade, agravando a situação de hospitalidade aos emigrantes. Assim, medidas precisam ser tomadas com o propósito de atenuar o revés.
Portanto, o debate acerca das dificuldades da hospitalidade aos refugiados na sociedade contemporânea é imprescindível para assegurar um nível de qualidade de vida satisfatório. Destarte, é imperativo que o Ministério dos Direitos Humanos - órgão máximo regulador dos direitos no país - agregue planos de desenvolvimento de polos humanitários designados ao apoio social e político dos refugiados às empresas do ramo, por apoio financeiro, para que os empresários entrem em maior contato com a problemática, de modo a garantir segurança e o acolhimento dos necessitados. Feito isso, a sociedade brasileira deixará de ser uma comunidade de papel, como enfatizou Dimenstein.