As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 22/10/2021
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) define refugiados a pessoa que teve de abandonar seu país por motivos de perseguições étnicas, religiosa, de nacionalidade, de opinião política ou por pertencer a um determinado grupo social. Na maioria dos casos, essas pessoas são obrigadas a abandonar suas casas e seus bens em busca de segurança e condição de sobrevivência, passando por muitas dificuldades nos países que os acolheram.
Os refugiados necessitam deslocar-se para salvar suas vidas ou preservar sua liberdade. Eles não possuem proteção de seu próprio Estado e muitas vezes é seu próprio governo que ameaça persegui-los. Se outros países não os aceitarem em seus territórios, poderão estar condenando à morte.
Vários países vêm, nos últimos anos, fechando suas fronteiras para os refugiados, baseados em desinformações, medos e preconceitos. No caso dos que ainda mantém suas fronteiras entreabertas, a recepção a esses refugiados é cercada por olhares tortos de desconfianças e preconceito. O governo e a população desses países, estranhamente, parecem ter se esquecido das histórias de alívio e esperança de seus avós ao atravessarem o Atlântico em direção as Américas, em busca de asilo, durante a Segunda Guerra.
Portanto, o mundo deveria esclarecer o que é ser um refugiado, que o refugiado não é um terrorista, mas uma pessoa normal e muitas vezes com medo do que viu e presenciou em seu próprio país, fazendo-o migrar para um local com condições melhores de vida e bem estar. Oferecer comida, segurança e estrutura a esses refugiados e acima de tudo pregar na mente da sociedade a aceitação do diferente, são os primeiros passos para ajudar com eficácia esses seres humanos.