As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 24/10/2021
Atualmente, bilhões de pessoas, incluindo refugiadas, vivem em condições de moradia e alimentação precárias nas regiões intituladas favelas, sendo mais suscetíveis a doenças, tendo menos acesso a ensino de qualidade e tendo menos oportunidades de trabalho fora da linha de precariedade.
Diante da onda de refugiados em busca de condições de vida melhores e mais dignas, é fundamental a busca de soluções urbanamente sustentáveis, para que o modo de vida e condições sociais, tanto dos nativos como dos migrantes, sofram o menor impacto negativo possível e para que haja uma integração baseada em humanidade e empatia, de forma que todos se sintam parte da comunidade e possam colaborar para sua evolução e crescimento, numa relação de ganha-ganha, já que refugiados vivem em média 17 anos em campos de refugiados, que geralmente não são instalações temporárias.
Essas soluções precisam ser avaliadas e aplicadas de forma global, para diminuir a degradação e as diferenças sociais, oferecendo recursos e ferramentas para que todos tenham acesso à boa educação, saúde e recursos de moradia e alimentação dignos. Apesar de Angela Merkel, chanceler da Alemanha, ter voltado atrás em suas políticas de refugiado integralistas e agora defender a oferta de condições locais ou nas proximidades, de modo que os refugiados permaneçam mais próximos dos seus locais de origem, o que ainda é questionado por outros políticos influentes do mundo.
Uma excelente saída para gerar oportunidades, igualdade e também integração social é o esporte. Conforme Mariama Bah, uma refugiada da Gambia no Brasil, o esporte promove visibilidade aos refugiados, tornando-os parte da comunidade, sendo vistos, notados e respeitados. Isso também humaniza, já que refugiados são pessoas e pessoas tem sonhos e sonhos promovem mudanças na sociedade.