As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 26/10/2021
No ano de 2015, o mundo inteiro se deparou com uma chocante cena: um pequeno menino, refugiado sírio, foi encontrado morto em uma praia após o naufrágio de seu barco. Esse contexto revela a falta de amparo aos imigrantes, comportamento atrelado à xenofobia da população de países que recebem esses indivíduos, e também à hostilidade dos próprios Estados. Diante disso, discutir sobre as dificuldades do acolhimento de refugiados e procurar maneiras de mitigá-las é essencial.
Sob um primeiro viés, é relevante destacar a hostilidade dos nativos, ao que concerne a recepção de estrangeiros. Nessa conjuntura, é válido mencionar que, na Síria, desde 2011, enfrenta uma grave guerra civil, que vitimiza e expulsa muitos indivíduos da área. Diante desse e dos demais conflitos em acontecimento, os povos que habitam as localidades buscam refúgio em outras regiões, e na chegada em seus destinos, a xenofobia assola os exilados. Em outras palavras, esse termo, que provém do grego e significa “medo do estrangeiro”, é visível no comportamento dos povos nativos, que veem os imigrantes como indivíduos capazes de desestabilizar a economia das localidades e roubar empregos. Por conseguinte, esses indivíduos, em extrema vulnerabilidade, são alvos de condutas preconceituosas e violentas, sendo nítida a necessidade de mudanças desse panorama.
Ademais, é fundamental salientar que a intolerância racial provém também dos líderes dos Estados. Logo, é importante resgatar que, em 2015 na Hungria, o governo proibiu o ingresso de refugiados servos, e organizou militares de modo que, caso houvessem tentativas de entrada, essas seriam respondidas com agressão física. Diante desse cenário, é possível inferir que, além dos cidadãos, as autoridades ratificam a conduta xenofóbica através da construção de muros -barreira física prometida na campanha eleitoral do ex-presidentes americano Donald Trump-, decretos com a finalidade de bloquear fronteiras, e violência direcionada aos imigrantes. Como consequência, os imigrantes se encontram em situação de desamparo vindo de suas nações e também de seus almejados destinos.
Portanto, diante dos argumentos supracitados, medidas para atenuar dificuldades com o acolhimento de refugiados devem ser tomadas. Logo, cabe às escolas, em união com o Legislativo, -ente de reconhecida autoridade-, aprofundar o estudo de conflitos, guerras, e as consequências sofridas pela população, por meio de alterações na lei de Bases e Diretrizes da Educação, para a formação de estudantes acolhedores e conscientes. Ademais, compete ao Governo Federal, por intermédio da mídia, meio de amplo alcance, promover publicações periódicas que demonstrem a contribuição cultural e econômica trazida por estrangeiros, para findar quaisquer tipos de intolerância e formar um corpo social distante dessa problemática.