As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 29/10/2021
Durante a Segunda Guerra mundial, em meados do século XX, os judeus foram perseguidos pelo partido nazista na Alemanha e se encontraram na condição de refugiados. Entretanto, percebe-se que tal problemática não se restringiu ao passado, uma vez que são notáveis as dificuldades do acolhimento de refugiados. Assim, pode-se dizer que essas dificuldades são impostas não só pelo sentimento xenofóbico, mas também pela ausência de empatia.
Em primeiro plano, é importante destacar que o sentimento de aversão ao estrangeiro é um empecilho no acolhimento dessas pessoas no século XXI. Esse cenário se estabele à medida que a população local, erroneamente, acredita que possa ser prejudicada de alguma forma pela chegada de imigrantes, os quais “podem roubar seus empregos”. Tal forma de pensamento deixa explícita a xenofobia e vai de encontro à ótica do filósofo Jean Paul Sartre, o qual define que o preconceito, seja qual for a maneira como ele se manifeste, é sempre uma derrota social. Dessa forma, fica claro o retrocesso da nação brasileira, já que o acolhimento dos refugiados é prejudicado por formas de pensamentos excludentes.
Ademais, vale ressaltar que o sentimento antipático é outro fator que impede tal acolhimento. Acerca disso, é importante trazer o pensamento do filósofo prussiano Immanuel Kant, o qual afirma, no conceito de Imperativo Categórico, que os indivíduos devem agir conforme o dever moralmente correto. No entanto, na atualidade, tal pensamento não é posto em prática, uma vez que são perceptíveis os posicionamentos preconceituosos contra os refugiados, a exemplo do muro nos Estados Unidos da América, como o objetivo de barrar a entrada de refugiados. Logo, entende-se a falta de empatia como sendo um problema que acarreta existência de outras instabilidade para o tecido social.
Destarte, é preciso que medidas sejam implementadas ao corpo social brasileiro, a fim de reverter as dificuldades do acolhimento de refugiados. Para isso, a ACNUR, agência da ONU para refugiados, deve, por meio de palestras nas escolas - ocorridas a cada três meses - expor para as questões que as fazem estarem nessa condição. Tal ação terá a finalidade não só de fazer os cidadãos repudiarem práticas xenofóbicas, mas também de praticarem a empatia. Feito isso, finalmente, as pessoas encontrarão refúgio e sua realidade se distanciará daquela observada com os judeus no século XX.