As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 03/11/2021

O refúgio desumano

O termo refugiado se dá àquelas pessoas que fogem de seus países em decorrência de guerras e perseguição. Esses indivíduos, na maioria dos casos, não têm outra escolha senão buscar abrigo em outros lugares do mundo, caso contrário elas correriam um grande risco de morte. Nessas condições, cabe a outros países, geralmente próximos, abrigar os refugiados e garantir, por meio de leis, que esses indivíduos possam ter uma vida digna e que sejam integrados à sociedade. O problema é que nem sempre isso acontece como deveria.

O fluxo de refugiados pelo mundo tem só aumentado durante os anos. Crises políticas e guerras, principalmente na região do leste europeu e da Ásia são as principais causas desse crescimento no número de refugiados pelo mundo. Muitas vezes eles buscam apoio de campos de refugiados, tais quais geralmente são administrados pela ONU, ou pelo governo local, porém, na maioria das situações os refugiados se direcionam para as grandes cidades dos países próximos.

Os refugiados normalmente sofrem com uma grande dificuldade de sair de seus países e, ao chegarem em países diferentes, muitas vezes encontram uma resistência ainda maior. Nem todos os países têm leis que garantem o direito desses indivíduos dentro da sociedade, dificultando sua integração dentro da sociedade. Em alguns casos mais radicais, como aconteceu na Grécia, eram recebidos de maneira desumana pelas autoridades, usando inclusive seu poder bélico para a entrada dos mesmos.

Não bastando a dificuldade que os refugiados encontram para sair de seus países, os problemas que eles encontram em seus países de asilo vão além do que grande parte das pessoas conseguem suportar. Racismo, xenofobia e discriminação constroem um cenário de desemprego e violência social, onde a vida dessas pessoas se torna muitas vezes miserável. É responsabilidade dos governos dos países, principalmente aqueles próximos aos locais mais críticos, que hajam políticas de inclusão social em relação à refugiados e responsabilidade do resto do mundo de dar suporte a essas políticas, para que haja um cenário onde nenhuma vida seja mais importante que outra.