As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 01/11/2021
Nos artigos 1 e 2 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, estabelecida em 1948, defende-se que todas as pessoas tenham direitos iguais, independente de raça, cor, religião ou origem, já na parte 3 da mesma carta, define-se o direito à vida e à segurança pessoal. Visto essas regras, analisadas e aprovadas pela grande maioria dos países do mundo, por que então, muitas vezes, não são aplicadas, na prática, ao refugiado? Claramente, há uma dificuldade do homem ver o de outra nação como igual e criar empatia. Assim, é necessário que a ONU tome medidas para reforçar a importância de sua própria constituição e da participação de cada governo em defender a integridade dos exilados.
Primariamente, é imprescindível que todos os países do mundo busquem cumprir com os direitos humanos, pois, deferidos após a Segunda Guerra Mundial, surgiram como resposta ao holocausto e à fuga de milhões de europeus que precisaram se refugiar. Por isso, é clara a importância do recebimento seguro de exilados entre as nações, visto que todas são vulneráveis à crises e guerras independente se são de primeiro ou de terceiro mundo. Nesse seguimento, há um interesse global no livre ir e vir entre fronteiras em busca de manter a integridade da própria vida, o que necessita, também, de que haja uma relação recíproca entre países no recebimento de imigrantes atrás de asilo.
No entanto, atualmente, surgem políticas que tentam descumprir com o direito dos refugiados, utilizando-se de argumentos que pregam a ameaça à preservação da cultura e à soberania nacional caso haja a entrada desses no território, o que, porém, é uma falácia. Segundo sociólogos e historiadores, políticos como Trump, nos Estados Unidos, e Le Pen, na França, têm despertado o temor da população com a entrada de imigrantes, na verdade, com intenções de justificar um preconceito de origem imperialista e supremacista, e não por medo real de terrorismo. Nesse sentido, os estrangeiros sofrem com a falta de empatia ao desembarcar na maioria dos países desenvolvidos, pois não são vistos como semelhantes, mas como inferiores e, até mesmo, perigosos por suas diferenças.
Urge, então, a necessidade de que a ONU reforce o cumprimento dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos na prática de acolhimento aos refugiados, fazendo isso por meio de um acordo entre todos os países membros, dividindo a responsabilidade de dar seguridade aos imigrantes em caso de guerra e perseguição política. Essa medida poderia garantir a obrigatoriedade de apoio mútuo entre todas as nações no oferecimento de asilo, definindo uma contribuição financeira de cada uma proporcional ao PIB para providenciar qualidade de vida aos resgatados e, além disso, convocando todos ao combate à xenofobia por meio da educação. Dessa forma, é possível resgatar a ideia de uma humanidade globalmente unida, igualitária e comprometida com a paz mundial.