As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 01/11/2021

Após a crise da Venezuela, ocorrida devido à desvalorização do petróleo no mercado externo em 2013, o número de refugiados venezuelanos cresceu nos países adjacentes. Nessa conjuntura, no Brasil hodierno, os índices de indivíduos que saem, forçados, de suas nações de origem se elevou, contudo aumentou também os casos de xenofobismo no âmbito nacional, o que coloca em debate a questão dos refugiados no mundo. Dessa forma, as políticas rígidas de imigração em diversos países e o preconceito são fatores que colaboram para acentuar a problemática citada acima.

Em primeira instância, é mister afirmar que várias nações estabeleceram leis severas para evitar a entrada de imigrantes. Nesse contexto, os governantes dos países, principalmente os mais desenvolvidos, são movidos pelo desespero de uma possível crise econômica, um vez que a chegada de um grande contingente populacional implica em maiores investimentos em hospitais, postos de trabalho e outras áreas, isto é, maior gasto monetário. Dessa maneira, vários indivíduos entram ilegalmente em outras nações, o que colocam eles em situação de clandestinidade, como ocorre, por exemplo, com os mexicanos diante da construção do Muro Fronteiriço Estados Unidos – México, que iniciou as construções em 2008.

Outrossim, é válido ressaltar o preconceito com os refugiados nos países onde tais pessoas se inserem. Nessa perspectiva, após a Primeira Guerra Mundial, houve a ascensão do nazifascismo, que tinha como uma das principais características o nacionalismo exacerbado. Desse modo, guiados pelo amor à pátria, da forma análoga ao período supracitado, diversas pessoas praticam xenofobismo, por não quererem uma difusão de culturas divergentes ou por acreditarem que os imigrantes forçados ocuparão empregos e deixarão os habitantes nacionais desempregados, como ocorre com os venezuelanos na nação brasileira, o que dificulta mais ainda o estabelecimento da população que imigra.

Destarte, torna – se essencial a tomada de medidas para a resolução do imbróglio citado anteriormente. Portanto, cabe à ONU, Organização das Nações Unidas, aliada ao Governo Federal da nação brasileira e aos outros países, inclusive dos países que mais recebem imigrantes, criar uma conta ou um fundo monetário, por intermédio de doações da população mundial, a fim de criar verbas e usá – las para investir e modernizar hospitais, moradias e outros setores e, por conseguinte, melhorar as condições de vida dos refugiados e atenuar o medo, dos Estados do mundo, da crise econômica. Somente assim, o cenário contemporâneo sobre os imigrantes forçados será modificado e aprimorado.