As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 02/11/2021
A luta pelo espaço físico sempre esteve presente na história do homem,sendo ela o principal motivo de uma das maiores guerras ja enfretadas pelo mundo, como a primeira guerra mundial. Da mesma forma, em pleno século XXI, ainda existem lutas por espaço enfrentadas por diversas pessoas em diferentes locais do mundo, chamadas de refugiados, as quais buscam refúgio fora de seu país para fugirem de guerras, fomes, perseguições, sendo elas pela religião ou até mesmo opiniões políticas.
Todavia, a luta dos refugiados está longe de acabar, segundo dados da ONU de 2019, “A Síria foi o país que mais gerou refugiados no mundo. Cerca de 824.400 pessoas foram forçadas a fugir dos conflitos que assolam o país”. Dos refugiados que vieram até o Brasil, Segundo a Acnur, em segundo lugar temos o Afeganistão com 2,7 milhões e em terceiro o Sudão do Sul com 2,3 milhões. Entretanto além da luta que enfrentam para conseguirem fugir de seu país e se estabelecer em outro , assim que chegam ao seu destino, eles prescisam enfrentar problemas como: a busca de moradia, que muitas vezes faltam, aumentando-se assim então o número de terrenos invadidos e por conseguinte, o número de regiões periféricas; os preconceitos existentes na sociedade como racismo e xenfobia; o idioma; a falta de boas oportunidades de emprego, etc.
Por serem uma mão de obra barata, muitas empresas acabam priorizando a contratação de pessoas refugiadas, para realizarem serviços com uma carga horária mais longa, por um sálario a custo baixo, como é o caso da empresa Accenture, que já contratou 30 refugiados entre os anos de 2019 e 2020 por meio de seu projeto de capacitação. A Renner já chegou a contratar 86 imigrantes só em 2016. Contudo, essas empresas nem sempre respeitam os direitos trabalhista e acabam colocando o trabalhador em situações de trabalho extremamente precárias, como foi o caso da Renner, que foi responsabilizada por autoridades trabalhistas pela exploração de 37 costureiros bolivianos em regime de escravidão contemporânea em uma oficina de costura terceirizada localizada na periferia de São Paulo, no ano de 2014.
Diante na análise dos fatos apresentados, podemos concluir que ainda há muito oque se fazer pela causa dos refugiados; mais ONGS poderiam ser criadas para ajudarem na busca de empregos para pessoas que buscam refúgios, não só no Brasil, mas em outras localidades do mundo. A ajuda dos governos em conjunto com a ONU, para a liberação de mais verbas para a construção de mais abrigos nas regiões de fronteira com os países, seria uma maneira de ajudar a acolher pessoas em estado de refúgio.