As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 04/11/2021
Desde junho de 1942 até agosto de 1944, a pequena Anne Frank escreveu em seu diário todos os ocorridos que sua família sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias em silêncio, sentiam um medo aterrorizante, até que foram encontrados pelos nazistas e levados ao campo de concentração. Esta história, muito famosa, que além de livros, foram feitos diversos filmes, mostra o sofrimento dessa família ao vivenciarem esse período. É apenas uma de várias histórias de pessoas que passaram situações semelhantes. Os refugiados, não é um assunto qualquer, é um tanto delicado, havendo causas e inúmeras consequências de tal crise, em muitos países.
Na atualidade, a Organização das Nações Unidas (ONU) já considera a crise dos refugiados a crise humanitária mais intensa do século. No ano de 2016, o número de pessoas que chegou a essa condição foi de 65,6 milhões. Na Síria, é muito comum estarem em situações como essa, além dela, países africanos, ainda no Oriente Médio, Afeganistão, que leva a segunda maior quantia de refugiados para o mundo e na América do Sul, a crise na Venezuela, também coloca os cidadãos venezuelanos em situação semelhante. O principal fator que causa a necessidade de refúgio são as guerras, e também conflitos de ordem política, muitos fogem de seus países, pois perdem tudo na guerra ou são ameaçados por organizações criminosas.
Com o intenso fluxo migratório, ocorre o fenômeno chamado “explosão demográfica”, afeta diretamente a economia e as relações sociais, pois ela acarreta uma cadeia de eventos que podem ser desastrosos, irá um excesso de pessoas ao mesmo local, caso o ambiente não esteja em boas condições nos requisitos de educação, saneamento, saúde e segurança ficarão comprometidos, não haverá emprego e geração de renda para todos, pois o aumento populacional aconteceu de forma repentina, a fome e a miséria começam a se tornarem presentes, inclusive para a população local, pois a falta de emprego começa a afetar os moradores que lá já estavam, e ocorrerá o aumento de criminalidade pela falta de organização.
Tendo em vista o que foi mencionado, no entanto, não apenas o governo, mas todos devem trabalhar com as mãos dadas, os governos, ONGs, a iniciativa privada, a própria população pode ajudar para acolher os refugiados de uma forma agradável, com dignidade e respeito. A comunidade pode ajudar a integra-los em uma nova cultura, o governo pode realizar eventos de conscientização, afim de arrecadar fundos e doações. Dessa forma, com pequenas atitudes, o mundo estará cheio de grandes mudanças e a cada atitude, se tornará benéfico para a convivência de todos.