As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 19/11/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problema. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que as dificuldades de acolhimento aos refugiados ainda é um problema que apresenta barreiras que dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto do negligenciamento de políticas públicas e da falta de empatia com o próximo por parte da população. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Sob esse viés, destaca-se as grandes dificuldades enfrentadas pelos refugiados, que deriva da baixa atuação de setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que caibam tais recorrências. Segundo Thomas Hobbes, pensador e autor da obra “Leviatã”, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à falta de atuação das autoridades que não estão dando a devida relevância a questão dos refugiados, situação essa que está levando essas pessoas a viverem de forma precária e, muitas vezes, até morrendo de fome, por não possuírem apoio do Estado. Conforme dados da Organização das nações Unidas (ONU), os refugiados estão se deslocando a favelas e vivendo sem a mínima dignidade, o que está se tornando uma “crise dos refugiados”. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de compaixão pela situação do próximo, como promotor do problema. No contexto da Revolução Gloriosa de 1689, Isaac Newton, criador das três leis da dinâmica, define, na terceira lei, que cada ação gera uma reação. Nesse sentido, é nítido que parte da população não tem se compadecido pela atual situação dos refugiados e, cada vez mais, essas pessoas passam fome e vivem sem nenhuma dignidade humana, o que poderia ser evitado pela mobilização de alguns. Bom exemplo são venezuelanos no Brasil que ficam no semáforo pedindo comida, pois seus filhos estão com fome. Assim, medidas holísticas são necessárias para conter o avanço da problemática.
Destarte, com intuito de mitigar o problema, necessita-se que o Ministério da Cidadania – órgão responsável pela formulação e coordenação de políticas, programas e ações, voltadas para a garantia de direitos à sociedade -, em conjunto com o Ministério da Economia, promova a construção de centros de acolhimento aos refugiados, além de serem tratados com as condições básicas para sobreviverem. Além disso, compete ao Ministério da Educação promover campanhas de ajuda aos refugiados com parcerias público-privadas e investimentos governamentais, com o fito de ajudar esses necessitados, podendo, assim, alcançar uma sociedade semelhante à da “Utopia” de Thomas More.