As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 26/01/2022

O livro " Diário de Anne Frank’’ conta a história de uma judia chamada Anne , que no período do nazismo era perseguida e por isso precisou fugir de seu País para soberviver . De maneira análoga a isso, inúmeras pessoas se veem obrigadas a deixar sua pátria para escapar de conflitos, e acabam se deparando com a dificuldade de acolhimento de outros Países. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a negligência estatal e a xenofobia.

Sob essa perspectiva, é importante lembrar que a indiligência do País é visto como um dos fatores que corroboram para o dilema em questão. Nesse sentido, o Artigo 14 da Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que " Todo ser humano, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países". Entretanto, há uma discrepância entre teoria e a prática na concretização de leis que bem postas no papel, não são realizadas no cotidiano pelo Governo, o que pode ser notado em virtude da barragem dos refugiados nos Países vizinhos. Logo, é  inadimissível que tal conduta se perpetue, tendo em vista que moradia é um direito de todos.

Ademais, a aversão em relação aos estrangeiros é outra causa dessa adversidade. Segundo a filósofa existencialista Simone de Beauvoir,’’ O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles’’. Nesse contexto, fica evidente que a população permanece estática com relação ao problema, por antipátia e medo pelos refugiados, pois não há reivindicação por melhorias, o que colabora com a normalização dos  diversos estigmas relacionados aos expatriados, principalmente os mulçumanos que sofrem por serem associados ao terrorismo. Diante disso, é inaceitável que essa situação perdure, haja vista que é nociva para o desenvolvimento do mundo.

Depreende-se, portanto a necessidade de combater a resistência do acolhimento dos refugiados. Para isso, é imprescindível que a ONU (Organização das Nações Unidas), deve financiar um auxílio emergencial  para os exilados , por meio de uma  colaboração financeira dos Países membros da organização, com o intuito de tornar indivíduos e Países conscientes acerca da gravidade do assunto no mundo. Somente assim, a realidade vivenciada por Anne torne-se-á meramente ficcional.