As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 05/03/2022
Na Roma Antiga, diante das invasões de bárbaros no Império Romano Ocidental, a população que vivia na região, foi obrigada a migrar para outras regiões. De maneira análoga ao passado, atualmente, muitas pessoas são forçadas a sair dos seus lares devido a desastres naturais, conflitos armados e perseguições. Nesse contexto, elas são denominadas refugiadas, por isso, nem sempre são acolhidas devido a práticas xenofóbicas.
Segundo o levantamento feito pela ACNUR, em 2019, 70,8 milhões de indivíduos deslocaram de maneira forçada por causa de guerras, perseguições políticas, ideológicas e religiosas. Nesse sentido, os refugiados buscam abrigo em outras áreas do país ou no exterior, ainda que posssam sofrer com políticas discriminatórias que visam impedir a entrada deles, como a construção de barreiras físicas.
Além disso, o grande fluxo de chegada fomenta o sentido de aversão ao estrangeiro por causa do estereótipo criado para determinados povos. Consequentemente, ao invés de receber ajuda, o refugiado pode ser vítimas de discriminação e até violência por parcela da população local.
Outro ponto que dificulta o recebimento do refugiado é a ineficiência de programas assistenciais que objetivam a inserção desse estrangeiro na sociedade. Por causa da falta de auxílio na nação estrangeira, a integração à cultura e língua, impossibilita o acesso à saúde, educação e mercado de trabalho. Portanto, os refugiados ficam em condições de vulnerabilidade, ocupam cargos menos remunerados e marginalizados.
Em conclusão, o ato de abandonar o próprio lugar de origem não é uma escolha espontânea. Logo, os Estados devem manter as fronteiras abertas e ofertar medidas de ajuda monetária e assistencial, como cursos de idiomas e profissionalizantes, a fim do refugiado conseguir conviver socialmente e dispor de um meio de subsistência.