As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 08/04/2022
Na série, “House of Cards”, o personagem fictício, Frank Underwood ao tornar-se presidente dos Estados Unidos, sofre pressão para decidir sobre o acolhimento dos refugiados, pois parte da população é a favor, entretanto a ala mais conservadora pressiona-o contra todas as medidas de benefícios aos migrantes. Em uma análise mais detalhada, infere-se que esse desafio é causado não só pelas medidas de proteção relacionadas à possíveis doenças em trânsito, mas também um sentimento de repulsa e preconceito contra os refugiados.
Em primeiro lugar, a agência para refugiados na ONU (ACNUR), mostrou que a malária ainda é a doença que mais manifesta-se nos povos refugiados. É exatamente nessa conjuntura, que a população de países, principalmente europeus, mantem-se em alerta, pois é evidente que uma sociedade inteira poderia ser exposta a doenças que nunca estiveram em contato. Assim, é uma possibilidade, que como consequência, essa exposição desencadeie uma crise sanitária.
Ademais, é constatado por vários historiadores e sociólogos, como Boris Fausto, que no período entreguerras o surgimento e crescimento de pensamentos em que há uma superioridade racial, por exemplo o nazismo, criou um sentimento de preconceito contra outros povos por questões de cor, raça ou credo. Aliás, é valido frisar, que não há qualquer evidência científica que corrobore com a tese dos etnocêntricos. Outrossim, é evidente que esses preconceitos trazem claramente como consequência a dificuldade de subsidiar abrigo, moradia e alimentação para refugiados. Logo, afastando-nos do acolhimento humano a esses povos.
Portanto, afim de superar a problemática abordada acima, urge as mídias informativas de cada país, que fomentem o debate público por meio de campanhas e palestras, executadas com auxílio de verbas governamentais, assim vindo a serem veiculadas em redes sociais e programas em horário nobre na televisão. Dessa maneira, haveria uma maior probabilidade de acolhimento aos refugiados e consequente diminuição de seriados como “House of Cards”.