As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 16/09/2022
Em 2015, um garoto de três anos, imigrante da Síria, foi achado morto em uma praia da Turquia, segundo o site Veja. Essa notícia demonstrou a precária situação dos refugiados, cujo acolhimento encontra dificuldades. Tais impasses são a xenofobia e a pobreza na qual esses indivíduos se encontram. Logo, é preciso debater esse cenário.
Com efeito, destaca-se o preconceito sofrido pelos imigrantes irregulares. De acordo com uma matéria de 2019 do jornal Folha de São Paulo, os refugiados venezuelanos são alvos de ataques xenofóbicos na Colômbia. Isso é alarmante, visto que essa discriminação impede o exercício pleno da cidadania dessas pessoas, de forma a segregá-las da sociedade. Por conseguinte, esses sujeitos são marginalizados e, muitas vezes, agredidos verbal e fisicamente.
Ademais, vale ressaltar as condições socioeconômicas deficientes dos indivíduos em questão. Nesse sentido, tem-se como base a série “Round 6”, cuja história mostra uma mulher norte coreana refugiada que, ao fugir para a Coreia do Sul, vive endividada e forçada a roubar. Em suma, o seriado critica o acolhimento falho ofertado às pessoas migrantes, dado que elas sobrevivem em circunstâncias desfavoráveis financeiramente e inseguras. Ante o exposto, percebe-se que a pobreza impacta negativamente o processo de abrigar efetivamente esses sujeitos.
Portanto, é necessário solucionar o contexto em pauta. Para tal, a fim de proporcionar uma vida confortável e segura aos refugiados, cabe aos órgãos governamentais, a exemplo dos Ministérios da Segurança Pública e da Cidadania, ampararem eficientemente os imigrantes irregulares, mediante não só a criação de campanhas públicas que conscientizem sobre os malefícios da xenofobia, mas também a disponibilização de auxílios monetários e residenciais a esse grupo social, de modo a combater o preconceito contra ele e sua fragilidade econômica. Destarte, casos como o do garoto morto na Turquia não se repetirão.