As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 06/06/2022
Contabiliza-se que, durante a Segunda Guerra Mundial, milhares de pessoas que moravam na Alemanha se refugiaram em diversos outros países, até mesmo no Brasil. Entretanto, quase 80 anos após o fim da guerra, a crise de refugiados ainda é constante em todo o globo terrestre, algo que levanta a discussão sobre as dificuldades do acolhimento destes. Nesse sentido, é preciso analisar a falta de apoio governamental e como isso gera a precarização na vida desses estrangeiros.
Primeiramente, é importante pontuar que as dificuldades para o acolhimento de refugiados deriva da falta de apoio governamental dos países de destino. Sendo assim, segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população, além de garantir o pleno funcionamento da sociedade. Portanto, torna-se necessário que os representantes governamentais mudem sua postura estatal de modo a ampliar a inclusão dos refugiados, oferecendo emprego de qualidade para essa população.
Em vista disso, é notório que tudo isso gera a precarização na vida dos refugiados. Segundo dados do G1, entre 2004 e 2019, mais de trinta mil haitianos se refugiaram no estado de São Paulo, e essa população se encontra trabalhando, principalmente, nos grandes centros comerciais, sendo que muitas vezes realizam o comércio com seus produtos dispostos nas calçadas da cidade. Por fim, tudo isso corrobora para a perpetuação desse quadro nocivo para os refugiados e evidencia a falta de acesso ao emprego de qualidade.
Por conseguinte, com intuito de mitigar tal problemática, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério do Trabalho, será revertido em programa de isenção fiscal, de modo que médias e grandes empresas ofereçam certa quantidade de vagas de emprego para refugiados do país, a fim de melhorar a qualidade de vida dessa população. Desse modo, a sociedade poderá desfrutar, em médio e longo prazo, das qualidades em facilitar a inclusão de pessoas refugiadas nos países de destino.