As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 15/06/2022
No livro “Utopia” de Thomas More, é retratado um ambiente no qual a consciência coletiva e eficiência do Estado são ferramentas cruciais para o avanço da nação. Fora da obra, é fato que as dificuldades do acolhimento de refugiados representa um obstáculo para uma nação alienada e passiva como a brasileira. Nesse sentido, a nossa cultura de “aceitação” e a passividade são vistos como pilares da chaga.
Em primeiro lugar, é válido reconhecer como a questão dos refugiados vem sendo cada vés mais uma realidade no mundo atual. Além disso, é por causa dessa bolha sociocultural que a alienação é formada: ao presenciar o crescimento gradativo e frequente de negativas de países em receber imigrantes, as pessoas tendem à habituar-se a ele. De acordo com a escritora francesa Simone Beauvoir, viver-se uma realidade firmada no senso comum, em que o conhecimento popular, adquirido pela observação e repetição de questões, forma estereótipos. Paralelamente, percebe-se que o indivíduo, inserido nesse panorama, é condicionado à padronizar a postura de não aceitação de refugiados, atitude essa, cada vés mais vista no Brasil, como um fato cotidiano e normal, seguindo alienado e sem tomar medidas que visem mudar o atual estado.
Além disso, nota-se uma considerável passividade da população. Conforme a “Atitude Blasé” - termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel - que ocorre quando o sujeito passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. Sob esse prisma, entende-se que, ao analisar a permanência do determinismo e a falta de compaixão que muitas nações tem ao proibir a permanência de imigrantes, como é o caso de muitos países europeus. O ser humano inclina-se a adotar essa “Atitude”, tornando-se passivo e inerte.
Portanto, é fundamental que as dificuldades de acolhimento de refugiados sejam atenuadas. Para isso, países, como o Brasil, que foi local de vinda de milhares de venezuelanos, nos últimos anos, criem leis específicas para refugiados, visando o acolhimento e posterior oportunidades de se firmar no país, com o advento de vantagens para as empresas que os contratarem, dessa forma, além de tudo, ajudando a economia local. Somente assim, será possível conbater o problema e obter um local como na “Utopia” de More.