As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 21/06/2022

O sociólogo Zygmunt Bauman afirmou que algumas instituições configuram-se como zumbis, isto é, tornaram-se organizações sem funções sociais. Desse modo, contesta-se a efetividade do Estado e da mídia perante as dificuldades do acolhimento de refugiados.

Inicialmente, é válido ressaltar a contribuição da alta concentração de renda no Brasil para a manutenção do estado de calamidade, a qual muitos refugiados vivem ao migrarem para o país. De acordo com o “El país”, portal de notícias, cerca de 1% da população detém 30% da economia nacional. Dessa maneira, constata-se a desigualdade vigente, que contribui para a existência da marginalização de indivíduos que não possuem escolaridade ou não possuem conhecimento do idioma nacional, como é o caso de alguns refugiados estrangeiros, os quais precisam se adaptar à nova realidade e, para isso, acabam por morar em favelas. Por isso, faz-se necessário o suporte estamental a esse grupo de pessoas invisibilizadas pelo sistema.

Outrossim, é imprescindível mencionar a opinião midiática à classe de refugiados como fator essencial para o crescimento das dificuldades de acolhimento pela população nacional. Segundo Sêneca, pensador do Império Romano, apenas as percepções das pessoas sobre o meio são responsáveis por alterar o estado de tranquilidade mental da sociedade. Posto isso, indaga-se qual a percepção promovida pela mídia à sociedade, à qual, muitas vezes, vê os refugiados como produtos da competição ao emprego, por exemplo. Afinal, em jornais, como o “G1”, é mostrado o o aumento de competitividade à conquista do emprego devido à formação acadêmica especializada. Então, propor a visão solidária da mídia aos refugiados é importante.

Portanto, evidenciam-se condutas para que as dificuldades do acolhimento de refugiados sejam cessadas. Por conseguinte, o Governo, órgão responsável pela ordem social, deve promover campanhas de apoio aos refugiados, por meio da instalação de postos de convivência exclusivos a esse público, onde pode ser ofertado emprego e moradia, a fim de romper com as dificuldades vivenciadas pelos refugiados. Assim, o Estado se mostrará efetivo.