As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 20/07/2022

O deslocamento forçado de pessoas ocorreu em diversos períodos da história, como a Segunda Guerra Mundial, no qual uma grande onda de refugiados fugira da opressão e genocídio em massa para sobreviver a essa violência. Hodierna-mente, as dificuldades do acolhimento de refugiados são cotidianas, devido ao descaso governamental e ao preconceito essa adaptação se torna ainda mais difícil. Sob esse viés, faz-se mister a resolução dessa problemática.

Mormente, no filme “Era o hotel Cambradge” narra a história de refugiados recém-chegados que vivem em um edifício abandonado, no qual vivenciam e aprendem como é a vida nas ruas. Sob essa ótica, esse longa-metragem denuncia a realidade vivida por esses indivíduos, que saem dos seus países para encontrar uma qualidade de vida melhor e se deparam com empecilhos advindos do descaso estatal. Desse modo, o sujeito que vem sem nenhum preparo está sujeito a vulnerabilidade social -como a falta de abrigo adequado, comida, saúde e emprego- pela a ausência do apoio governamental, o que os leva a serem negligenciados tanto pelo governo quanto pela própria sociedade.

Outrossim, embora o tema supracitado haja como propulsor, o preconceito tem igual malefício. Nesse sentido, de acordo com uma pesquisa feita pela Universi-dade de Toronto, o indivíduo teme naturalmente o desconhecido. Dessa forma, torna-se evidente que a sociedade tende a recusar novos agregados que divergem da sua convivência natural, segregando as pessoas que já estão fragilizadas e dificultando a sua adaptação. Logo, recusa a sua inserção no mercado de trabalho ou na própria sociedade, levando os refugiados a serem menosprezados e esquecidos, não tendo a relevância que merecem. Assim, é vital o debate sobre esse tema.

Portanto, faz-se urgente a resolução dessa problemática. Destarte, cabe ao governo, na condição de garantidor de direitos, implementar um projeto de rea-daptação para essas pessoas, no qual visa o redirecionamento desses sujeitos a casas e oportunidades de trabalho ao mesmo tempo que acompanham a sua inserção social. Por meio de psicólogos, pedagogos e serviço social, com a fina-lidade de facilitar a transição desses refugiados que já estão muito vulneráveis.