As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 02/08/2022
No Brasil, durante o Regime Militar (1964), muitas pessoas se exilaram do país, grande parte delas por medo de repressão e violência por seu posicionamento político. Atualmente, o cenário não é diferente, em virtude dos conflitos políticos globais, o número de refugiados têm aumentado. Diante disso, é preciso reverter esse cenário, o qual é motivado pelo silenciamento de discursos e insuficiência estatal.
Em primeira análise, é importante ressaltar a mensagem anti-urbana que é reconhecida pela negação da existência de refugiados. Em vista disso, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua teoria do “Silenciamento dos discursos”, alguns temas são omitidos na sociedade, a fim de se ocultar as mazelas sociais. Sob esse viés, na atualidade, a visão do autor pode ser aplicada quanto a carência do acolhimento dado aos refugiados que, consequentemente, resulta na segregação desses grupos e povos do corpo social.
Além disso, o Estado está ficando cada vez mais obsoleto, revelando, inclusive, a incompetência de agentes governamentais em fornecer abrigo para os indivíduos. Sob essa ótica, o filósofo Zygmunt Bauman, criou a expressão “Instituições zumbis”, a qual diz respeito ao fato de que algumas instituições, como o Estado, estão perdendo a sua função social. Dessa maneira, tal perspectiva se aplica no contexto global, já que o poder público, ao não propor medidas de refúgio aos exilados, compromete com o bem-estar da população.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos que atrasam o desenvolvimento da sociedade. Para isso, é imprescindível que o governo - responsável pelo bem-estar social - invista em campanhas que mobilizem ações voluntárias, por meio de projetos que visem informar a sociedade a respeito da importância e valor de auxiliar os refugiados, a fim de favorecer a construção de uma sociedade solidária.