As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 27/09/2022
Refugiados são um grupo de pessoas que foram forçadas a saírem de seus locais de origem por risco à vida. Em 2019, a Organização das Nações Unidas (ONU) registrou 70 milhões de refugiados no mundo, sendo mais da metade menores de 18 anos. O Brasil, também de acordo com a ONU, é o sexto país a mais receber estas pessoas, nas quais enfrentam dificuldades diariamente após chegarem no país, pois falta assistência necessária para se inserirem na sociedade.
As dificuldades do acolhimento dessas pessoas são diversos. O pedido por refúgio em outro país se dá, principalmente por guerras ou conflitos políticos, como, por exemplo, na Venezuela, onde a crise econômica e política atinge milhões de pessoas. Tais conflitos, muitas vezes, debilitam a saúde não apenas física, mas também mental do indivído. Por isso, é fundamental o acesso à saúde, para que possam se recuperar de traumas passados e recomeçar suas vidas em um novo território.
Além disso, um dos grandes fatores que dificultam a inserção desses indivíduos na sociedade é o mercado de trabalho pouco acolhedor. Uma pesquisa realizada pelas Nações dos Refugiados (ACNUR) constatou que, em 2019, 20% dos refugiados do país procuravam uma oportunidade de emprego, sendo esse número o dobro da taxa de desemprego no mesmo ano. O mesmo estudo também mostrou que mais de 30% dessas pessoas possuíam ensino superior, ou seja, mesmo com qualificações não eram contratadas. Como consequência do desemprego entre esse grupo, muitos acabam trabalhando em empregos informais e aceitando condições de trabalho abusivas e precárias para conseguir se sustentar no país.
Portanto, é necessário que o Brasil crie uma política de emprego que acolha estes refugiados. Para isso, o Ministério da Justiça em parceria com agências da ONU, como a ACNUR, deve atuar participação de congressos e convenções para influenciar empresas a contratar essas pessoas, assim elas terão novas oportunidades e serão melhores acolhidas. Por fim, cabe as empresas adotarem medidas mais inclusivas que vise a contratação de mais refugiados.