As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 19/10/2022

Lutas e limitações marcam a história do Brasil. Da colonização à miscigenação, da exploração aos costumes impostos, o país registra percalços de um povo que constitui em uma base histórica distorcida. Hoje, a antiga terra tupiniquim avança rumo ao progresso, todavia, é preciso superar mazelas, como as dificuldades do acolhimento de refugiados, fomentado pela negligência governamental e pelo individualismo.

“Nas favelas, no Senado/Sujeira pra todo lado/Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. De maneira análoga ao denunciado na música da banda Legião Urbana, a negligência governamental dificulta o acolhimento aos refugiados. Essa situação ocorre de tal forma que o governo não auxilie os cidadãos que saíram de seus países em busca de uma vida melhor. Dessa forma, muitos indivíduos sofrem com a falta de importância dada pelo Estado a essa questão e a falta de investimentos e têm, infelizmente, os direitos negligenciados, já que não há o respeito a Constituição - a mesma garante a todos que se encontram nessa situação o direito à proteção.

Além disso, o individualismo existente em grande parte da sociedade pode ser evidenciado como um problema que dificulta o acolhimento de refugiados. Nesse sentido, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, em sua tese “Modernidade Líquida”, a contemporaneidade é marcada pela volatilidade das relações sociais: a fragmentação dos laços afetivos e o individualismo. Sob esse viés, ressalta-se que a passividade coletiva, perante os problemas sociais em evidência na sociedade atual, demonstra a realidade bauniana. Isso acontece, porque, infelizmente, muitos indivíduos - preocupados com o consumismo e com seus desejos pessoais e laborais - não se importam com o que ocorre ao seu redor. Assim sendo, a irrespondabilidade cidadã compromete o bem-estar social.

Logo, o governo deve, em parceria com empresas privadas, criar campanhas educativas no meio físico e no virtual. Isso será feito por meio da divulgação de propagandas em planfetos, televisão, redes sociais como: Instagram e Facebook. Essa medida tem a finalidade de instruir a população acerca dos desafios de acolher refugiados, findando com a negligência governamental e o individualismo.