As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 06/10/2022

A pintura “O Grito”, de Edvard Munch, representa, por meio de uma figura andrógena, as angústias vivenciadas pela sociedade. Hodiernamente, tais angústias estão refletidas nas dificuldade que os países demonstram em darem abrigo aos refugiados. Essa realidade se dá pela indiligência governamental, juntamente com o pouco debate acerca da temática.

Primeiramente, destaca-se a inoperância governamental que fomenta o refúgio dos cidadãos. De acordo com a “Teoria da Percepção Coletiva”, de Émile Durkheim, o fato social se divide em normal e patológico. Nesse sentido, o Estado se encontra no âmbito patológico, em crise, uma vez que, dado a falta de investimento na nação - como a falta de disponibilidade de empregos - faz com que seus moradores fujam para outras pátrias buscando uma melhor condição de vida. Ao mesmo tempo, o governo falha em investir em políticas que ajudem a introduzir refugiados na sociedade, criando uma segregação entre os povos. Consequentemente, sem o engajamento estatal, a problemática continuará.

Ademais, o pouco debate sobre o tema causa preconceito direcionado aos refugiados, já que, segundo Einstein, a desiformação é o maior combustível para aversão. De acordo com a Orgazinação das Nações Unidas (ONU), mais de 40% das pessoas defendem não quererem imigrantes e refugiados em seus países, pois, segundo elas, estes tomam seus empregos e pioram os índices das nações. Contudo, conforme pesquisa da rede BBC (British Broadcasting Corporation), a adição de cidadãos legalizados melhorou a economia de países como Suíça e Noruega. Logo, é claro que a aversão infundada contra emigrados representa outro desafio no acolhimento dos mesmos.

Portanto, é imprescindível que o poder público crie políticas públicas que ajudem a integrar os refugiados na sociedade, como leis que criminalizem qualquer tipo de preconceito contra esses, em cojunto com a criação de programas que forneçam renda à eles, com o intuito de ajudá-los financeiramnte, e, por conseguinte, integrá-los na economia. Além disso, é necessária a promoção de campanhas que expliquem as condições dos migrantes e suas dificuldades, gerando empatia nas pessoas. Só assim as angústias serão resolvidas.