As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 23/10/2022

Segundo o sociólogo Betinho, “o desenvolvimento humano só vai ser efetivado quando a sociedade civil afirmar estes 5 pontos cruciais: igualdade, liberdade, diversidade, solidariedade e participação.” Tal ideia, no entanto, enfrenta barreiras para ser executada, sobretudo no Brasil, em que as dificuldades no acolhimento de refugiados configura um desafio a ser solucionado. Faz-se fulcral, dessa forma, expor a negligência governamental e a omissão midiática como principais responsáveis pelo viés.

Em primeiro plano, é preciso analisar de que modo a máquina pública opera no revés. Acerca disso, o filósofo inglês John Locke desenvolveu o conceito de Contrato Social, a partir do qual determinou que os indivíduos cedem sua confiança ao Estado, que, por outro lado, deve garantir os direitos básicos a eles. Contudo, no país, esse contrato é diariamente quebrado à medida que as autoridades não ofertam propostas significativas que, potencialmente, não objetivem em promover políticas públicas para a adesão legal dos refugiados em território brasileiro, conforme o direito a cidadania perante a Constituição Federal.

Além disso, a displicência da mídia também agrava o impasse. A esse respeito, de acordo com o naturalista Lamarck, “os indivíduos são fortemente influenciados pelo meio no qual estão inseridos.” Por esse ângulo, a rede publicitária atua como um veículo de informação, entretanto, considerável parcela da população não possui o conhecimento sobre a importância de abraçar a causa dos emigrantes, pois, são pessoas que na maioria dos casos estão fugindo de desastres naturais e guerras políticas que, estão em busca de um lugar que oferte uma qualidade de vida digna e segura. Logo, a desinformação social deve ser contestada.

É urgente, portanto, que providências sejam tomadas para valorizar a empatia com os refugiados em terras brasileiras. Nesse sentido, o Ministério da Cidadania - órgão responsável pela criação de programas socias - deve combater a xenofobia, por meio de projetos pedagógicos em centros culturais e educacionais, como palestras e oficinas capazes de estimular a empatia. Essa iniciativa teria a finalidade de promover a efetiva inclusão dessa minoria ao direito de viver.